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De bilhões de views ao teatro: Gi Alparone usa “Confissões de Adolescente” para marcar transição de carreira

De bilhões de views ao teatro: Gi Alparone usa “Confissões de Adolescente” para marcar transição de carreira

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Aos 17 anos e após crescer diante das câmeras, atriz amplia a imagem construída na infância e aposta no teatro musical para explorar novas possibilidades artísticas e dar voz aos dilemas de sua geração

Conhecida desde a infância por produções audiovisuais que alcançaram bilhões de visualizações, Gi Alparone chega aos 17 anos determinada a apresentar uma nova dimensão de seu trabalho. A atriz integra o elenco de “Confissões de Adolescente – O Musical”, que estreia em 23 de outubro, no Rio de Janeiro. O projeto marca um momento de amadurecimento profissional e inaugura uma etapa em que Gi pretende ampliar seu repertório, explorar personagens mais complexos e construir novos caminhos no teatro, na televisão e no cinema.

A mudança acontece de maneira natural, acompanhando o próprio crescimento da artista. Depois de conquistar uma geração com trabalhos ligados ao universo infantil, Gi começa a se aproximar de narrativas que refletem os desafios de sua idade. Identidade, amizades, primeiro amor, inseguranças e dúvidas sobre o futuro são alguns dos temas que aproximam a jovem atriz da obra criada por Maria Mariana, referência cultural dos anos 1990 que agora ganha uma nova adaptação musical.

“Eu me enxergo muito, porque estou vivendo várias dessas descobertas agora. Aos 17 anos, a gente acha que já sabe muita coisa sobre quem é, mas, ao mesmo tempo, está mudando o tempo todo. Tem as inseguranças, as amizades, os sonhos, as cobranças, as dúvidas sobre o futuro e também essa vontade enorme de encontrar o nosso próprio lugar”, afirma Gi.

A identificação com a história ganha uma dimensão particular quando a atriz observa as diferenças entre a adolescência dos anos 1990 e a realidade de quem cresce na era digital. Acostumada à exposição pública desde pequena, Gi conhece os desafios de construir uma identidade enquanto milhões de pessoas acompanham suas escolhas e transformações. “A gente cresce sendo observado, se comparando e recebendo opiniões o tempo inteiro. Eu mesma cresci diante das câmeras e com muita gente acompanhando a minha vida, então algumas questões do musical batem muito forte em mim. Acho que estou fazendo uma peça sobre crescer justamente enquanto também estou descobrindo quem é a Gi que está crescendo”.

Sob direção e adaptação de Matheus Souza, “Confissões de Adolescente“ representa também uma oportunidade de aprofundamento técnico. A experiência no teatro musical amplia o contato de Gi com diferentes recursos de interpretação, expressão corporal, voz e construção de personagens. Para uma artista habituada aos sets de gravação, a dinâmica do palco oferece novos desafios e contribui para o desenvolvimento de habilidades que pretende levar aos próximos projetos no audiovisual.

O alcance digital acompanha essa trajetória. Com 5,4 milhões de seguidores no Instagram, 3,4 milhões no TikTok e mais de 107 milhões de curtidas na plataforma, Gi reúne uma audiência expressiva antes mesmo da maioridade. Agora, busca associar essa popularidade a uma identidade artística mais abrangente. Entre suas ambições estão trabalhos em novelas, séries e cinema, especialmente projetos que permitam explorar personagens diferentes daqueles que marcaram seus primeiros anos de carreira.

O movimento não representa uma ruptura com o passado, mas uma evolução construída a partir dele. Gi reconhece a importância do público que a acompanha desde criança e deseja estabelecer com esses fãs uma relação que também amadureça ao longo do tempo. Nesse contexto, Confissões de Adolescente funciona como uma ponte entre a artista que conquistou milhões de espectadores e a jovem que começa a definir, com mais autonomia, os rumos de sua trajetória profissional.

Depois de bilhões de views, Gi Alparone inicia uma fase em que a popularidade continua sendo uma conquista importante, mas o principal objetivo passa a ser o crescimento artístico. Aos 17 anos, ela reúne experiência, reconhecimento e disposição para aprender. Mais do que deixar a imagem infantil para trás, Gi quer mostrar que a menina que cresceu diante das câmeras tem muitas outras histórias para contar.