2 de outubro de 2022

Entre um causo e outro, o público que lotou o Teatro Bradesco na noite desta quarta-feira, 30 de novembro, cantou e se emocionou com a apresentação de Almir Sater. Com sua viola de dez cordas, mais conhecida como viola caipira,  o musico apresentou  clássicos de sua carreira como “Tocando em Frente”, “Chalana”, “Moreninha Linda”, além das composições recentes.
Almir Sater nasceu em Campo Grande (MS) em 14 de novembro de 1956. Seu contato com a cidade grande veio muitos anos depois, quando foi estudar Direito na Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. Em menos de três anos, Almir descobriu que não seria um advogado. Na solidão da cidade grande, descobriu na viola sua grande amiga e companheira, dedicando-se completamente ao instrumento.
Um dia ao passar pelo Largo do Machado, reduto nordestino no Rio de Janeiro, Almir ouviu duplas regionalistas que se apresentavam no local, percebeu o que realmente importava na sua vida e voltou para Campo Grande. O contato com a gente da terra favoreceu a pesquisa de novos ritmos, novos sons da viola.
Almir se tornou um dos responsáveis pelo resgate da viola de 10 cordas, mais conhecida como viola caipira, base de criação da música caipira. Suas composições refletem o popular e o erudito de maneira ímpar, como jamais se ouviu na MPB.
Ainda que tenha alcançado a excelência técnica, Almir não deixa a emoção de lado. Por isso, o público, ao sair do show, tem a impressão de ter estado na sala de visitas do cantor, completamente à vontade. Almir Sater não despreza a técnica que se obtém com a eletrônica moderna e os efeitos dos sons de laboratório. Mas quando sobe ao palco, não existem montagens. Almir pega na viola e o som flui suave e naturalmente.
Fotos Robson Barreto/Fotos e Festas 

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