Sofrimento

A população amedrontada e insegura, não tem o que comemorar nos 64 anos de Brasília. Propagandas oficiais são falaciosas. Tapa na cara do brasiliense que continua sofrendo. O leitor Joaquim Gomes Silveira(correio – 4/04) salientou verdades irretocáveis, tristes e lamentáveis: “Tudo gravita em torno de uma elite, aprofundando as injustiças sociais muito concretas nas periferias das cidades que abrigam boa parte dos descendentes dos pioneiros que construíram a nova capital do país”.  Diariamente o povo é humilhado e espezinhado. É gritante a falta de segurança. A criminalidade é avassaladora. Cresce a quantidade de moradores nas ruas. Roubos e assaltos são frequentes nas Asas Sul e Norte. Covardes matam ex-mulheres.  Aumenta o pavoroso e constrangedor atendimento nos hospitais, upas e postos de saúde. Falta merenda escolar de qualidades nas escolas públicas. Estudantes são esfaqueados na porta das escolas. O cidadão dorme ao relento. Enfrenta filas imensas, em busca de emprego e senhas para tentar uma consulta médica ou agendar uma operação. Quando consegue, espera meses e anos pela cirurgia. Completo escárnio. As ruas são esburacadas. Matagal toma conta das calçadas. A lama das enxurradas entopem ruas, tesourinhas e viadutos. O transporte público é vergonhoso. Idosos e crianças morrem sem atendimento. Grávidas dão à luz na rua, dentro do banheiro ou nos corredores. É patética a quadra de aflições, angústias e desesperanças do cidadão. Haja peneiras para tapar o melancólico sol da avalanche de transtornos, ineficiência e dificuldades.

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