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    • Luis PimentelCresceu e teve sua formação básica na cidade de Feira de Santana de onde mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar teatro. Ali, contudo, dedicou-se ao jornalismo e à literatura.[2] Trabalhou em várias publicações e jornais, como O Pasquim (1976-1977), na Mad do Brasil, Última Hora, O Dia e outros.[2] Como escritor, é autor de dezenas de obras, em vários estilos, e dedicadas aos públicos infantil ou adulto, além das biografias de Wilson Batista[3] e Luiz Gonzaga,[4] havendo ganho vários prêmios literários. Foi, ainda, roteirista em programas de humor da televisão, como Escolinha do Professor Raimundo.[2] Seu trabalho também é voltado para a música do Brasil, havendo editado a revista Música Brasileira, que ainda encontra sua versão no meio digital.[2] Coordenou, também, a publicação de Paixão e Ficção – Contos e Causos de Futebol, no qual escreveu um texto, ao lado de figuras como Zico, Armando Nogueira, Aldir Blanc, entre outros.[
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Suspense nunca há de faltar por aqui

Luiz Claudio de Almeida 22 de abril de 2024 4 minutes read
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Suspense nunca há de faltar na literatura. Nem sempre associados a crimes, o suspense segura o leitor mais do que reviravoltas amorosas. O linguista Paulo Rónai aconselhava quem pretendia aprimorar o vocabulário em idioma estrangeiro que lesse thrillers, pois o interesse em saber o autor do crime levaria até o fim do volume – e a uma maior familiaridade com a outra língua.

Mestre do suspense ligado a delitos é a paranaense Giovana Madalosso, com suas personagens sem o menor laivo de culpa quando roubam, sequestram ou apenas mentem na cara dura, percorrendo uma São Paulo de diferenças sociais profundas, na qual sobreviver parece sempre impelir para a marginalidade. Lançado em 2018, Tudo pode ser roubado (Todavia, R$  56,90) traz como protagonista uma garçonete que, na folga, furta roupas, joias e objetos de luxo de homens e mulheres com quem se envolve romântica e/ou sexualmente. Contratada para pegar um exemplar raro de O Guarani, de José Alencar, ela precisa seduzir o dono do livro, com apoio de um vigarista por quem acaba se apaixonando. A intensidade do texto é tamanha que fica difícil deixar de torcer por um bom desfecho para os desgarrados que transitam pela história.

Com uma carreira consolidade como autora de thrillers, com mais de 5 milhões de exemplares vendidos mundo afora, a britânica Lisa Jewell tem pelo menos um título fora da mesmice do gênero – A família perfeita (Intrínseca, R$ 69,90) – e outros que geralmente tratam de uma situação relativamente frequente:  o desaparecimento de pessoas que não deixam bilhetes de despedida nem têm razão para abandonarem a família e sua rotina. Em A noite em que ela desapareceu (Intrínseca, R$ 59,90), Jewell aborda a angústia de uma mulher a partir do momento em que a filha adolescente e o namorado não retornam para casa, deixando com ela o netinho, um bebê. Não falta uma crítica velada ao sistema através da  inoperância policial na busca de pistas até, dois anos depois do sumiço dos namorados, uma escritora de thrillers chegar à cidadezinha onde os jovens moravam. Se a narrativa segue a fórmula mais recente das novelas de suspense, entremeando capítulos que vão e voltam do passado, a trama apresenta personagens bem delineados, com pais prontos a cometer toda sorte de delitos para proteger os filhos e a escritora em dúvida se deixar um emprego remunerado para se dedicar à ficção e viver ao lado de um professor, abandonando a cidade grande, é uma escolha ou a fuga da solidão.

  Tom Ripley, o escroque sem qualquer escrúpulo, criado pela americana Patrícia Highsmith, ganha novo rosto, o do irlandês Andrew Scott, que estrela a série da Netflix Ripley, baseado na série de livros criada pela escritora. O personagem surgiu em 1955, em O talentoso Ripley (Intrínseca, R$ 79,90), e esteve à frente de quatro outros volumes em que tripudia quem atravessa seu caminho. Patricia Highsmith é uma das mais reverenciadas escritoras de suspense mundiais, com diversas histórias adaptadas para o cinema, entrelaçando personagens notadamente psicopatas com os que cometem erros graves e são consumidos pela culpa.

Alguns crimes e episódios violentos são tratados nos contos de quinze escritoras reunidos em Fúrias: histórias de mulheres perversas, selvagens e indomáveis (Rocco, R$ 79,90), para comemorar os 50 anos de fundação da editora britânica Virago. A casa editorial sempre se definiu como feminista e as autoras da coletânea, das quais as mais conhecidas do público brasileiro são Margaret Atwood, Emma Donoghue e Ali Smith, criaram histórias que tratam da condição feminina em diferentes situações e épocas, incluindo a da mulher que fundou o primeiro sindicato de empregadas domésticas do mundo.

 

 

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