Essa semana vamos de artes, de grafite, vamos de ninguém menos que Bruno Bogossian

Essa semana fui conversar  com o artista plástico visual e grafiteiro, Bruno Bogossian. Mais conhecido como BR, Bruno Bogossian, é integrante do Fleshbeck Crew, um coletivo pioneiro do grafite no Rio. Foi um dos artistas que teve sua obra exibida no Arte Core, festival de arte urbana, que acontece no MAM/RJ.
Depois de se dedicar ao desenho, entra em uma fase mais abstrata, pintando sem qualquer esboço, equilibrando formas e cores, além de transitar por universos como moda e música.  Bruno também foi um dos precursores do grafite brasileiro em Wynwood District, na Flórida, a meca da arte urbana.
JP – Olá Bruno! Como você se define como artista plástico?

Uma pessoa livre criativa e com propósito.

 

JP – Quais são as características do seu fazer artístico?

Meu trabalho se define na mistura entre a liberdade e a inspiração na natureza, harmonia entre cores e formas.

 

IMG-20250129-WA01511-150x150 Essa semana vamos de artes, de grafite, vamos de ninguém menos que Bruno BogossianJP – Quando e como se deu o seu interesse pelas artes plásticas?

 Eu desenho desde e que me entendo por gente , tinha muitos livros de arte em casa e minha irmã sempre trazia lápis de cor pra mim quando vinha da França , eu desenhava nas páginas brancas da enciclopédia Barsa essas são minhas primeiras lembranças.

 

JP – Como se deu a sua formação no campo das artes?

Eu estudei design na antiga faculdade da Cidade na Lagoa , mas até meu professor de modelo vivo me dizia que deveria fazer artes plásticas.
Aprendi muito fazendo grafitti nas ruas,  viajando e conhecendo novos artistas ao redor do mundo , me considero autodidata e curioso.

 

JP – Quais são as suas referências teóricas e práticas?

Minhas maiores referências são sempre pictóricas de Picasso a Zerbine tem muita gente que influenciou,  seria difícil enumerar aqui .

JP – Você considera a arte do grafite como popular?

Grafite é para todos que está na rua. Você não está numa instituição ou tem que pagar ingresso pra ver, é democrático e está em todas as esferas da sociedade , seja em  uma viela ou apartamento de frente para praia.

 

JP – Qual é a função que o artista deve cumprir na sociedade?

Compartilhar sua visão do mundo com todos , usar esse dom para tocar e emocionar as pessoas.

 

JP –  Quais são os seus projetos futuros?

Estou lançando meus produtos, uma linha totalmente assinada e desenvolvida por mim , roupas , acessórios e objetos exclusivos e limitados.
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