Exclusivo! Bate-papo com a artista plástica Maria Haddock.

Minha convidada dessa semana é a artista plástica Maria Haddock. Ela se declara uma artista-tabeliã pela fixação que possui em guardar papéis, tanto que chama seu ateliê de “entuliê”. São embrulhos, rótulos, adesivos…Seu “entuliê” é como um cartório e ela, como boa tabeliã, cataloga tudo em pastas bem organizadas. Em nosso bate-papo ela fala da nova exposição, de suas principais produções e de projetos futuros. Confira!
JP –  Olá Maria Haddock! Você está inaugurando a sua primeira exposição individual. O que você irá apresentar ao público?Levei meu cartório imaginário para dentro da floresta. Vou mostrar colagens e fragmentos de minhas coleções- papéis, cromos, figurinhas, embalagens antigas. É “pedra, papel e tesoura” porque também mostro alguns fragmentos de entulhos.

IMG-20250905-WA01471-200x300 Exclusivo! Bate-papo com a artista plástica Maria Haddock.JP – Como surgiu o seu interesse pelas artes plásticas?

Fazendo agendas na adolescência e depois cadernos de anotações que se expandiram para colagens e caligramas (que são palavras desenhadas).

JP – Como se deu a sua formação na área?

Estudo Letras e me defino uma “profissional humana de textos”. Minha arte é bastante textual. Também o que chamamos “área” pode compreender muitas interseções. No Parque Lage fui aluna de Suzana Queiroga, Edmilson Nunes, Bon N e Anna Costa e Silva. A formação do artista acredito é a atenção, presente e genuína, que damos uns aos outros, tanto na arte quanto na vida.

JP – Quais são as suas principais produções artísticas?

As colagens que enviei para duas chamadas abertas recentes e importantes (Tributo a Rochelle Costi e Abraço Coletivo) e a pintura e transformação do pequeno largo em frente ao Colégio Pedro II, no Humaitá.

JP – Quais são as suas principais referências (teóricas e práticas) na área?

Paulo Bruscky, Mira Schendel, todos os artistas postais e conceituais dos anos 70, Bispo do Rosário, Hokusai, são muitas!

JP – No seu ponto de vista, qual é a função do artista na sociedade?

Vou embaralhar as palavras para lhe responder, ok? “O ponto de vista do artista é uma função na sociedade”. (Artista-tabeliã M.H)

JP – No seu ponto de vista, arte é sentimento?

 “Arte é este comunicado, agora” (Paulo Bruscky).

JP – Quais são os seus projetos futuros?

 Realizar oficinas de colagens e montar, com artistas locais, exposições sobre utopias de bairro em outras vizinhanças.
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