
Deputado federal em onze legislaturas, (de 1971 a 2019), constituinte, em 1988 e ex-ministro das Comunicações (2003), o advogado e jornalista Miro Teixeira foi o entrevistado do Programa Conexão com Valores, apresentado pelo presidente da Uniapac Adce’Rio, Elmair Neto.
A entrevista foi ao ar pela Rádio Catedral e pode ser assistida pelo canal YouTube Adce’Rio e Adce Brasil.
Miro Teixeira lembrou de sua atuação, em 2009, como o autor da ação (Arguição de Descumprimento do Preceito Fundamental 130), que resultou na revogação (O STF declarou a inconstitucionalidade da lei)
da Lei de Imprensa de 1967, criada no regime militar.
No início da conversa com Elmair Neto, o ex-deputado federal mostrou-se emocionado por voltar à Glória, onde fica o prédio onde funciona a Rádio Catedral, próximo ao Palácio São Joaquim.
“Quando eu cheguei aqui, para a entrevista, eu me lembrei que, na época do regime militar, quando era deputado federal, estive várias vezes no Palácio São Joaquim . A igreja católica ajudou a salvar pessoas que estavam ameaçadas de tortura. No Palácio Joaquim ficaram escondidas muitas vítimas da ditadura militar. Um prédio clássico do Rio de Janeiro”, lembrou o ex-deputado federal.
Advogado, Miro lembrou de sua infância. Criado perto da Praça Mauá, disse que teve uma infância feliz e pobre.
“Eu não nasci de terno e óculos . Eu mesmo fazia meus brinquedos, carrinhos de rolimã, bolas de papel. Passei por vários colégios . Cheguei a estudar, como seminterno, no Colégio São Bento e tive o mesmo tratamento que os outros alunos. Tive professores ótimos. Depois, fui fazer o Científico no Colégio Pedro II e o curso de Direito na Cândido Mendes. Enquanto estudava Direito, para pagar as contas, tive trabalhei como repórter e redator no jornal A Notícia, que era do mesmo grupo de O Dia. Quando a empresa mudou-se, junto com a redação, para a Rua do Riachuelo, lá, eu conheci o dono, que era o Chagas Freitas. Por intermédio do meu inesquecível amigo e jornalista, José Luiz Tavares, que me convidou para ir trabalhar na Notícia e no Dia, tive esse caminho. Em 1982, na campanha para governador, Chagas Freitas rompeu com a minha candidatura. Mas, antes de morrer, ele pediu para eu ir encontrá-lo. Quem organizou o encontro foi o filho do ex-governador Chagas Freitas, Claudio Chagas Freitas”.
Ele destacou, em sua entrevista, que um dos melhores momentos de sua carreira política foi a Constituinte .
” Foi uma luta enorme, que veio do povo, a Constituinte. Agora, acho que a nossa república está vivendo uma crise. Eu convivi com o doutor Tancredo Neves. Que, infelizmente, morreu, antes de assumir a presidência, em 1985. Ele dizia que é necessário surgir uma nova república”.





