
Por Henrique Pinheiro – Economista e Produtor Executivo de Cinema – Colunista convidado.
Em 2025, o Brasil gastou quase R$ 1 trilhão, apenas com juros da dívida pública.
É um recorde histórico.
E, também, a prova de que, apesar das décadas, o mecanismo central de concentração de renda no país permanece o mesmo.
Para se ter dimensão do tamanho dessa transferência, o governo federal gastou cerca de R$ 226 bilhões com Educação,
aproximadamente R$ 245 bilhões com Saúde e, algo próximo de R$ 970 bilhões, com aposentadorias e pensões.
Os juros, sozinhos, consumiram mais recursos do que a saúde e a educação somadas, e, praticamente, o mesmo valor
E, também, a prova de que, apesar das décadas, o mecanismo central de concentração de renda no país permanece o mesmo.
Para se ter dimensão do tamanho dessa transferência, o governo federal gastou cerca de R$ 226 bilhões com Educação,
aproximadamente R$ 245 bilhões com Saúde e, algo próximo de R$ 970 bilhões, com aposentadorias e pensões.
Os juros, sozinhos, consumiram mais recursos do que a saúde e a educação somadas, e, praticamente, o mesmo valor
destinado a toda a Previdência Social.
Essa lógica não é nova.
Nos anos 1960, em pleno debate sobre desenvolvimento e justiça social, João Pinheiro Neto — advogado, intelectual e ministro do Trabalho e da Reforma Agrária no governo João Goulart — já denunciava a falsa ideia de que o Brasil sofria por falta de recursos.
Sua frase atravessou o tempo sem perder atualidade.
“- Dinheiro há, mas ele é capitaneado para o bolso do privilégio”- dizia João Pinheiro Neto, nas entrevistas que dava para a mídia da época e nos artigos que publicava em jornais do Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Minas Gerais.
Mais de 60 anos depois, o diagnóstico segue intacto.
Hoje, como ontem, o Estado brasileiro transfere volumes gigantescos de recursos públicos para bancos e grandes detentores de títulos por meio de juros reais elevadíssimos, garantidos e sem risco.
A manutenção da taxa básica em 15% ao ano, em um país de inflação bem menor, apenas reforça esse fluxo.
Enquanto isso, o debate público continua invertido.
Essa lógica não é nova.
Nos anos 1960, em pleno debate sobre desenvolvimento e justiça social, João Pinheiro Neto — advogado, intelectual e ministro do Trabalho e da Reforma Agrária no governo João Goulart — já denunciava a falsa ideia de que o Brasil sofria por falta de recursos.
Sua frase atravessou o tempo sem perder atualidade.
“- Dinheiro há, mas ele é capitaneado para o bolso do privilégio”- dizia João Pinheiro Neto, nas entrevistas que dava para a mídia da época e nos artigos que publicava em jornais do Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Minas Gerais.
Mais de 60 anos depois, o diagnóstico segue intacto.
Hoje, como ontem, o Estado brasileiro transfere volumes gigantescos de recursos públicos para bancos e grandes detentores de títulos por meio de juros reais elevadíssimos, garantidos e sem risco.
A manutenção da taxa básica em 15% ao ano, em um país de inflação bem menor, apenas reforça esse fluxo.
Enquanto isso, o debate público continua invertido.
Põem a culpa nos professores, médicos e aposentados, enquanto que a maior
despesa da União permanece protegida por uma linguagem técnica que afasta a sociedade da discussão central.
O Brasil mudou de moeda, de Constituição e de regime político.
Mas a essência do orçamento segue a mesma: O dinheiro existe — apenas não chega a quem precisa.
Não é escassez.
É escolha.
E, os beneficiários dessa escolha, ontem, como hoje, continuam sendo os mesmos.
O Brasil mudou de moeda, de Constituição e de regime político.
Mas a essência do orçamento segue a mesma: O dinheiro existe — apenas não chega a quem precisa.
Não é escassez.
É escolha.
E, os beneficiários dessa escolha, ontem, como hoje, continuam sendo os mesmos.





