
Mais conhecido por sua “Toada” (“Vem, morena ouvir comigo essa cantiga…”), canções e violas, pelos vocais arrojados do Boca Livre e como uma das vozes mais bonitas do Brasil, Zé Renato é um tremendo compositor e cantor de samba. Não por acaso, pelo menos oito de seus 24 álbuns são exclusivamente dedicados ao gênero, fora os sambas salpicados por aí em discos e shows em seus 50 anos de carreira.
A temporada intitulada “Samba e amor”, que fica em cartaz nos dias 3, 10, 17 e 24 de março no projeto Terças no Ipanema, celebra ainda os 70 anos do cantor, músico e compositor no mítico palco do Teatro Ipanema Rubens Corrêa. “Eu farei um roteiro básico com o repertório dos discos de samba que gravei”, diz Zé Renato, referindo-se, por exemplo, a “Cabô”, álbum de 2000 exclusivamente dedicado aos seus sambas autorais, como “Pandeiro”; tributos que gravou a Zé Kéti (“Natural do Rio de Janeiro”), Silvio Caldas (“Arranha-céu”), Chico Buarque e Noel Rosa (“Filosofia”), Paulinho da Viola (“O amor é um segredo”) e Orlando Silva (“Orlando mavioso”), e ainda o disco que gravou com Elton Medeiros e Mariana de Moraes, “A alegria continua”, inteiramente dedicado ao samba. “Também vou cantar músicas que ainda não gravei, de autores como Nelson Cavaquinho e Dorival Caymmi”, adianta.
A cada terça-feira, Zé Renato receberá diferentes convidados. Na estreia, dia 3 de março, será o parceiro Nei Lopes, com quem Zé compôs “Pandeiro”, além de outros sambas em parceria, como “Cândidas Neves”, e clássicos de Nei com Wilson Moreira, como “Senhora Liberdade”.



