Skip to content

JpRevistas

Revista eletrônica de informação, cultura e entretenimento.

Primary Menu
  • Home
  • Quem somos
  • Boa Leitura
  • Carnaval
  • Colunistas
  • Contato
  • Entrevista
  • Publicidade
Light/Dark Button
Contato
  • Home
  • 2023
  • fevereiro
  • O homem das mil produções portuguesas
  • Chico Vartulli
  • Colunistas

O homem das mil produções portuguesas

Luiz Claudio de Almeida 9 de fevereiro de 2023 6 minutes read
IMG-20221017-WA0172
Redes Sociais
           
Nascido em Portugal, em 1978, Rodrigo Areias começou cedo no mundo audiovisual, e vem colecionando filmes, prêmios e parcerias. É comum vê-lo capitaneando vários projetos ao mesmo tempo. Isso lhe concedeu a alcunha de “O homem das mil produções”, como estampou o site 7Cinema. Afinal, são mais de 150 produções, entre direção e produção, em duas décadas dedicadas ao cinema de invenção e a criação da produtora Bando à Parte. Recentemente esteve no Brasil, na Mostra SP de Cinema, como um dos jurados da Mostra. Aproveitei sua passagem por aqui e conversei com ele que falou sobre sua formação, filmes, parcerias e vida familiar.
JP – Fale um pouco de sua formação e de sua lista de produções.
Estudei  som e imagem na Universidade Católica Portuguesa e, mais tarde, me especializei em realização na Escola de Artes Tisch,  da Universidade de Nova York. Na lista  de produções e coproduções tenho  filmes de cineastas como Edgar Pêra, João Canijo e F.J. Ossang.
JP – Você foi responsável pela produção de cinema do evento Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura?
Sim, dirigi, entre outros, os longas-metragens “Tebas” (2007), “Estrada de Palha” (2012), “1960” (2013), “Ornamento e Crime” (2015), “Hálito Azul” (2018),  “Surdina” (2019) e “Vencidos da Vida” (2020).
Quando olhamos para a listagem de filmes que tem na sua agenda, como produtor ou realizador, o cenário “assusta”. São cerca de 20 filmes dirigidos a curto ou médio prazo. Nada demais para Rodrigo Areias, que diz que apesar de ter tanto trabalho dá conta de preparar o jantar para os filhos, entre uma gravação e outra.
“Tenho desenvolvido ao longo da  carreira trabalhos criativos na área de cinema de autor em ficção e documentário, alternando com outros trabalhos em domínios de video-arte e vídeo-clipes para alguns dos melhores nomes da cena rock Portuguesa (The Legendary Tiger Man, Wray Gunn, Mão Morta, Sean Riley, D3o, etc.) e diversos outros projetos”, revela.
Como produtor começou a sua carreira em 2001 e desde então produziu e coproduziu mais de 70 curtas, longas, vídeos e documentários. Produziu autores de renome como Edgar Pêra, João Canijo e F. J. Ossang, bem como jovens realizadores como André Gil Mata, João Rodrigues e Jorge Quintela.
JP –  Como foi sua  parceria com o prestigiado escritor Valter Hugo Mãe?
Foi em 2009, acho eu, que li o ‘O Remorso de Baltazar Serapião’ do Valter. E contactei-o. Disse-lhe que tinha gostado muito do livro e queria pensar  num projeto em conjunto. Ele respondeu-me entusiasmado. Eu estava na sessão do filme ‘Corrente’, quando foi a estreia do filme em Vila do Conde, no ano em que ganhei o prémio do público e  da competição nacional. Ele estava lá. Eu não o conhecia pessoalmente, e ele disse-me: Estive na tua sessão, adorei o teu filme. Bora lá fazer um filme.
JP –  Como foi a questão da coincidência da origem familiar do Valter, quer materna, quer paterna, que são de São Cristóvão de Selho, freguesia de Guimarães, que é retratada no filme “Surdina”?
Ele levou-me lá, e eu levei-o ao centro histórico de Guimarães para apresentar aquelas velhinhas que me conhecem desde que nasci. E a casa do arco, onde ia muito em miúdo, um espaço pelo qual sempre tive um fascínio. O Valter escreveu-me a história e enviou-me. Houve ligeiras alterações, poucas e durante o processo de rodagem.
Areias também tem um pé na música. Esta faceta o faz ter um cuidado especial com a trilha sonora de cada filme. Foi músico e mantém-se ligado ao mundo musical, com vários videoclipes para artistas portugueses, entre outros, “Mão Morta”, “WrayGunn”, e “The Legendary Tigerman”. Este fez ainda a música para a primeira longa-metragem ‘Tebas”. Em “Surdina”, chamou um amigo para compor a trilha sonora: o lendário guitarrista Tó Trips.
“Um filme que trata da velhice, tem um lado cómico, tem o lado rural, meio popular”, descreveu. O filme também teve exibições com concertos onde a trilha sonora foi executada ao vivo.
JP – Seu trabalho sempre teve vínculos com o cinema brasileiro. Seus filmes sempre estiveram presentes na Mostra SP. Como é isso?
É sempre importante estar no Brasil e fazer parte do evento – em 2022 consegui  participar como jurado, já que em outras oportunidades meus filmes estavam participando da mostra competitiva do festival.   É sempre um grande orgulho e prazer estar na Mostra de São Paulo. Não só enquanto diretor – os meus oito longas estiveram presentes, primeiro em competição, e depois como diretor convidado a apresentar os filmes -, mas também como produtor, já que temos filmes convidados todos os anos. É para nós um festival muito importante, não só porque é a nossa entrada privilegiada no mercado brasileiro de distribuição cinematográfica, mas também dada a relação entre Portugal e Brasil, e a forte cooperação e coprodução entre os dois países.  Coprodução que tem estado interrompida face às alterações de política cultural no passado recente no Brasil, mas que acredito que mudará em breve. E como tal, estarei sempre interessado em continuar a coproduzir com o Brasil.
Aos 22 anos possui uma marca importante: como produtor e diretor tem ao longo da carreira mais de 25 filmes, entre documentários e ficção. Um dos aclamados filmes de 2021, “Listen”, longa de drama dirigido por Ana Rita Rocha e produzido pela Bando à Parte, foi vencedor de quatro prémios na 77.ª edição do Festival de Veneza (2020),
o filme venceu o prémio ‘Leão de Futuro’.
JP –  E como estão seus projetos atuais?
Estou debruçado nos projetos da minha  produtora, a Bando à Parte, inclusive com produção e coprodução com o Brasil. Estamos trabalhando no filme “Cinco da Tarde”, de Eduardo Nunes, um grande amigo e um grande cineasta brasileiro. Os meus 9º e 10º longas como diretor estão em pós-produção neste momento e irão estrear no próximo ano, são “O Pior Homem de Londres”, produzido por Paulo Branco, e “A Pedra Sonha dar Flor”, a partir da obra de Raul Brandão. Iremos ainda estrear os novos filmes de Edgar Pêra e Artur Serra Araújo, e estamos a produzir os novos filmes de Latifa Said, Angelo Torres, Jorge Quintela, Lois Patiño e Matias Piñeiro.
Vale a pena procurar por seus filmes. No site da produtora Bando à Parte há informações para estreitar o laço entre o cinema português de qualidade e a produção brasileira.

About the Author

Luiz Claudio de Almeida

Administrator

View All Posts

Post navigation

Previous: CONFIES, em Brasília
Next: O jantar de Hilde e Francis Bogossian para o casal Aloizio Mercadante

Postagens Relacionadas

pl_imprensa_mcajr_abr_2311222328
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Mágico Valdemar

Vicente Limongi Netto 10 de julho de 2026
IMG-20260709-WA0041
  • Cláudia Chaves
  • Colunistas

Passeio Completo: Como Posso Não Ser Montgomery Clift?

Claudia Chaves 10 de julho de 2026
FBA-7870-014_zoom1
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Amada e necessária

Vicente Limongi Netto 9 de julho de 2026

Recent Posts

  • Mágico Valdemar
  • Exposição na Casa70 Galeria propõe diálogos entre a Arte Moderna Brasileira e a Produção Contemporânea
  • Ingrid Thomas festeja aniversário ao lado de vários artistas
  • Passeio Completo: Como Posso Não Ser Montgomery Clift?
  • Sextou… e com muito queijo derretido

Recent Comments

Nenhum comentário para mostrar.

Archives

  • julho 2026
  • junho 2026
  • maio 2026
  • abril 2026
  • março 2026
  • fevereiro 2026
  • janeiro 2026
  • dezembro 2025
  • novembro 2025
  • outubro 2025
  • setembro 2025
  • agosto 2025
  • julho 2025
  • junho 2025
  • maio 2025
  • abril 2025
  • março 2025
  • fevereiro 2025
  • janeiro 2025
  • dezembro 2024
  • novembro 2024
  • outubro 2024
  • setembro 2024
  • agosto 2024
  • julho 2024
  • junho 2024
  • maio 2024
  • abril 2024
  • março 2024
  • fevereiro 2024
  • janeiro 2024
  • dezembro 2023
  • novembro 2023
  • outubro 2023
  • setembro 2023
  • agosto 2023
  • julho 2023
  • junho 2023
  • maio 2023
  • abril 2023
  • março 2023
  • fevereiro 2023
  • janeiro 2023
  • dezembro 2022
  • novembro 2022
  • outubro 2022
  • setembro 2022
  • agosto 2022
  • julho 2022
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • março 2015

Categories

  • Agenda
  • Alex Cabral Silva
  • Alex Gonçalves Varela
  • Arlindenor Pedro
  • Arte Moderna
  • Boa Leitura
  • Carlos Monteiro
  • Carnaval
  • Category
  • Charge
  • Chico Vartulli
  • Cinema
  • Cinema
  • Civil Society
  • Cláudia Chaves
  • Climate
  • Colunistas
  • Conflict
  • Crônicas
  • Cultura
  • Democracy
  • Desfile das Campeãs
  • Divaldo Franco
  • Elda Priami
  • Entrevistas
  • Flávio Filipe
  • Gastronomia
  • Geopolitics
  • Geraldo Nogueira
  • Giuseppe Oristanio
  • Grande Rio
  • IMpério da Tijuca
  • Internacional
  • João Henrique
  • livro
  • Livros
  • Lu Catoira
  • Luis Pimentel
  • Luisa Catoira
  • Mangueira
  • Miguel Paiva
  • Mocidade Independente
  • Mostra
  • Musica
  • Negócios
  • News Analysis
  • Nosso Camarote
  • Odette Castro
  • Olga de Mello
  • Paraiso do Tuiuti
  • Patrícia Morgado
  • peça
  • política
  • Political Trends
  • Portela
  • Power
  • Ricardo Cravo Albin
  • Rogéria Gomes
  • Salgueiro
  • Samba
  • São Clemente
  • Sapucaí
  • Saúde
  • Show
  • Society
  • Teatro
  • Uncategorized
  • Unidos da Tijuca
  • Variedades
  • Vicente Limongi Netto
  • Vila Isabel
  • Viradouro
  • Viviana Navarro

Top News

  • pl_imprensa_mcajr_abr_2311222328
    Mágico Valdemar
  • Mariana Riera Um ensaio para modificar o espaço, 2026 Técnica mista sobre papel de algodão 125 × 233 cm
    Exposição na Casa70 Galeria propõe diálogos entre a Arte Moderna Brasileira e a Produção Contemporânea
  • (sem título)
  • (sem título)

Meta

  • Acessar
  • Feed de posts
  • Feed de comentários
  • WordPress.org

O que você perdeu...

pl_imprensa_mcajr_abr_2311222328
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Mágico Valdemar

Vicente Limongi Netto 10 de julho de 2026
Mariana Riera Um ensaio para modificar o espaço, 2026 Técnica mista sobre papel de algodão 125 × 233 cm
  • Agenda

Exposição na Casa70 Galeria propõe diálogos entre a Arte Moderna Brasileira e a Produção Contemporânea

Luiz Claudio de Almeida 10 de julho de 2026
IMG_0991
  • Agenda

Ingrid Thomas festeja aniversário ao lado de vários artistas

Luiz Claudio de Almeida 10 de julho de 2026
IMG-20260709-WA0041
  • Cláudia Chaves
  • Colunistas

Passeio Completo: Como Posso Não Ser Montgomery Clift?

Claudia Chaves 10 de julho de 2026

Recent Posts

  • pl_imprensa_mcajr_abr_2311222328
    Mágico Valdemar10 de julho de 2026
  • Mariana Riera Um ensaio para modificar o espaço, 2026 Técnica mista sobre papel de algodão 125 × 233 cm
    Exposição na Casa70 Galeria propõe diálogos entre a Arte Moderna Brasileira e a Produção Contemporânea10 de julho de 2026
  • IMG_0991
    Ingrid Thomas festeja aniversário ao lado de vários artistas10 de julho de 2026

Tags

Arte beija-flor Blocos de Carnaval Brasil Brasília Carnaval Carnaval de Rua Carnaval Rio 2026 Carnaval SP Centro Cultural Correios Cinema crime Cultura eleição Espetáculo Exposição Filme Flamengo Folia food Futebol Imperio Serrano Justiça LGBTQIA+ literatura Livro livros Lula Mangueira Mostra Natal OAB-RJ Política Portela Rio Rio de Janeiro RiodeJaneiro samba Sapucaí Senado sports teatro tech TJRJ travel

Site Produzido por Infomídia Digital | MoreNews by AF themes.