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Para Ler na Rede: os livros do ano

Olga de Mello 15 de janeiro de 2025 11 minutes read
Para Ler na Rede:  os livros do ano
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Fora das listas de livros mais vendidos – ou mais divulgados -, 2024 foi um ano de bons lançamentos literários, ainda que o brasileiro esteja lendo cada vez menos, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Revelações pessoais misturadas a toques ficcionais continuam em voga, o interesse por “true crime” se solidifica, os temas identitários e anticolonialistas se espalham cada vez mais. No entanto, relacionar o que de melhor foi lido ao longo de um ano inteiro é tarefa pessoal de cada leitor. Como esta lista que se segue aqui. 

 

Há treze anos a jornalista Regina Zappa lançou um livro-almanaque reunindo fotografias, manuscritos, correspondência, reportagens e outros documentos para contar a trajetória de Chico Buarque a partir do sucesso de “A banda”, em 1966. Com o personagem completando oito décadas de vida, Regina atualizou as informações da obra do artista-maior do Brasil, que se notabilizou pela música, antes de erigir uma carreira literária respeitável, sempre buscando alertar para a desigualdade social brasileira.  Recomendável apenas é ler “Para seguir minha jornada” (Nova Fronteira, R$ 189) com o livro apoiado em mesa, já que são mais de 500 páginas de registros no volume que ganhou uma belíssima edição.

 

 

 

 

No finzinho de 2023, com um atraso de 50 anos, chegou ao país a arrebatadora “Trilogia de Copenhagen” (Companhia das Letras, R$ 71,91), da dinamarquesa Tove Ditlevsen (1917-1976).   Publicados entre 1960 e 1970, os três volumes descrevem as transformações da escritora, desde a infância na família da classe trabalhadora, quando a política de bem-estar social engatinhava na Dinamarca. Sua ascensão social decorre da insistência em fazer literatura, garantindo a sobrevivência em subempregos, A agressividade estruturava a dinâmica da família e de uma época de raras demonstrações de carinho entre parentes, amigos e até namorados. O último livro da Trilogia descreve sua dependência química, que se solidifica no terceiro casamento com um médico que lhe receita opioides. O título original “Gift” significa tanto “casada” quanto “veneno”, em dinamarquês, abrangendo, talvez, o turbilhão que redundou em sua morte por ingestão de medicamentos

 

 

 

 

 

 

O deslocamento e o não pertencimento dos personagens vai levá-los a esclarecer todos os entraves que emperraram, até então, a existência são características de boa parte da obra da sul-africana Deborah Levy. Em seus romances, é quase certo que alguém estará de férias ou passando um período distante de casa. “Agosto azul” (Autêntica Contemporânea, R$ 55) não foge à regra, com a protagonista, uma pianista celebrada, percorrendo diversos cenários na Europa – Viena, Atenas, Paris, Londres, Sardenha – para descrever seu estranhamento por desconhecer suas próprias origens. 

 

 

 

 

 

 

 

Com uma carreira sólida e reconhecida na Europa, só agora a espanhola Sara Mesa chega ao Brasil. Em entrevistas, Sara Mesa afirma acreditar que apesar das mudanças na sociedade, principalmente em termos profissionais, ainda se vive sob a ilusão do mito do amor romântico e quem não mantém um casamento monógamo é fracassado, dilema experimentado pela tradutora Nat, protagonista de “Um amor” (Autêntica Contemporânea, R$ 46,90). Claramente um ser urbano, Nat aluga uma casa muito simples em um lugarejo do interior, depois de cometer um delito. Mesmo sem punição, decide trocar a carreira por um ofício solitário, a ser exercido em qualquer lugar. Ao libertar-se de um passado pouco confortável, a protagonista é gradualmente acossada pela realidade árida que a cerca. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anunciado pelo autor como sua despedida da literatura, de  Dedico a você meu silêncio (Alfaguara, R$ 79,90), do peruano Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura de 2010, mistura doses de erudição e invencionices deliciosas na trama hipnótica. O protagonista, um especialista em música criolla, pretende obter o reconhecimento público escrevendo a biografia de um talentoso guitarrista morto precocemente. A pesquisa o leva a percorrer o país, nos conturbados anos 1990, época das ações do grupo Sendero Luminoso. Enquanto Toño se desloca, o leitor é apresentado ao universo da música peruana, com valsas, mariñeras, polcas e huyanitos, que não apenas animavam festas, mas quebraram barreiras raciais e sociais em torno da fruição artística. Os limites se rompem no encontro de migrantes para os bairros pobres de Lima, que acabam criando novos ritmos e pelo menos um instrumento próprio, o cajón, hoje usado por músicos no mundo inteiro. 

 

 

 

 

 

 

Classificado como ‘romance’ na capa, “Melhor não contar” (Todavia, R$ 62,90), de Tatiana Salem Levy, trata de luto, saudade e o assédio sexual que sofreu por parte do padrasto, cujo nome só menciona ao lado de outros cineastas consagrados no Brasil. A mãe, Helena, jornalista bem-sucedida, vinha da geração que enfrentou a ditadura militar e viveu “o desbunde”, incentivando a vivência libertária das filhas. Esse belíssimo desnudamento de alma com toques psicanalíticos discute a violência sexual e suas consequências através da busca por relações madura e das contradições que uma vítima quase sempre experimenta ao tratar do tema. 

 

 

 

 

 

“Em agosto nos vemos” (Record, R$ 59,90), a novela publicada dez anos após a morte de Gabriel García Márquez, traz a sensação é de que algo ficou faltando na história. O livro fecharia a trilogia sobre o amor, que inclui os romances “Do amor e outros demônios” e “Memória de minhas putas tristes”, mas o escritor desistiu de publicá-lo. Mesmo assim, a  família decidiu lançar a história de Ana, uma mulher casada que todos os anos vai a uma ilha visitar o túmulo da mãe, e passa, na meia-idade, a ter envolvimentos sexuais com desconhecidos. Inacabado ou deixado de lado, “Em agosto nos vemos” é uma oportunidade para voltar a Gabo, um grande contador de histórias, que melhor soube explorar o misticismo latino-americano com um olhar jornalístico e cinematográfico, faz da leitura bem mais do que divertimento.

A consagração do prestígio internacional da argentina Claudia Piñeiro. em 2022, quando a tradução para o inglês de um de seus romances, “Elena sabe” (Morro Branco, R$  54,90) foi indicada para o Booker Prize, levou ao lançamento tardio desse título e de “Catedrais” (Primavera Editorial, R$ 59,90) no Brasil. “Elena”, uma novela de construção sólida e lenta, mostra uma mãe idosa, inconformada com o  laudo de suicídio da filha,  com quem manteve uma relação de animosidade constante e companheirismo ao longo de anos. Em “Catedrais”, investigações policiais concluem que uma jovem foi estuprada antes de ter o corpo desmembrado numa madrugada. Trinta anos mais tarde, a realidade surge através das lembranças da família, tão dilacerada quanto a moça. Com cinco narradores, a trama vai ao passado buscar respostas para conflitos que perduram no presente. Lançados com um intervalo de catorze anos, os dois livros discutem a condição feminina em um país de tradição católica, mostrando as contradições da fé e da realidade e o quanto a religiosidade fanática está mais relacionada ao controle social do que à libertação espiritual, temas recorrentes de Claudia Piñeiro, hoje a terceira autora mais traduzida da Argentina, ficando atrás de Jorge Luiz Borges e Julio Cortazar.

Correspondente de guerra e especialista em direitos humanos, a jornalista italiana Francesca Borri foi às Ilhas Maldivas, em 2016, para entender por que o país era o maior fornecedor de voluntários estrangeiros para grupos de guerrilheiros islâmicos.  “Que paraíso é esse? Entre os jihadistas das Maldivas” (Ayiné, R$ 30) descreve um país dividido: algumas ilhas do arquipélago abrigam resorts luxuosos onde a população local pode trabalhar, mas nunca frequentar. O turismo é a maior fonte de renda nas Maldivas, porém as condições de trabalho não conferem boa qualidade de vida aos empregados, que passam meses fora de casa, sem folga. Na capital Malé moram 120 mil dos 350 mil habitantes do país, sujeitos às regras extremamente restritivas de um Estado teocrático, enquanto os turistas têm direito a manter seus hábitos de consumo de álcool ou uso de roupas de banho exíguas, proibidos às mulheres muçulmanas.  A ambição de boa parte dos homens jovens é migrar para a Síria e entrar nas forças de combate. “Nas Maldivas todo mundo tem um irmão, um primo, um amigo na Síria”, diz Francesca, que conversou com chefes de gangues, estrangeiros donos das pousadas que recebem (poucos) mochileiros, traficantes e empregados de resorts, com um olhar receptivo às diferenças culturais. 

 

 

 

 

 

Passados treze anos desde a publicação de “A amiga genial”, a chamada Febre Ferrante não se esgotou. Uma preciosidade para os admiradores da autora é “Para além das margens – A Itália de Elena Ferrante” (Bazar do Tempo, R$ 84,90), de Isabela Discacciati, jornalista mineira especialista em Cultura Italiana, que percorre os cenários dos quatro livros – Nápoles, Pisa, Florença, Ischia –, discorrendo sobre personagens, lugares e enredos criados por Ferrante. A Tetralogia cobre um período de quase 60 anos na vida das duas amigas, e Isabela busca esses traços na Itália atual. O bairro napolitano onde foi filmada a série recebeu imensos pôsteres reproduzindo imagens das atrizes e de cenas da adaptação televisiva. O sucesso dos livros e, principalmente, da minissérie tornaram a região periférica uma atração turística. Esse poder transformador da literatura é a base da história de Lenu e Lila, as amigas que trilham caminhos diferentes para sair da pobreza.

 

 

 

 

 

Todas as pessoas boas daqui (Faro Editorial, R$ 55,90), da norte-americana Ashley Flowers, segue a fórmula consagrada de emaranhar ações do presente com o passado para desvendar um crime, no caso, o desaparecimento de uma criança, muito semelhante ao que aconteceu com uma menina, vinte anos antes. Uma jornalista desempregada começa a investigar os dois casos até um desfecho surpreendente para um romance de estreia. 

 

 

 

 

 

 

Autor de sete thrillers de excelentes vendagens nos Estados Unidos, Riley Sager cria uma ambientação que remonta a cenários criados pelas inglesas Daphne du Maurier e Agatha Christie em O massacre da família Hope (Intrínseca, R$ 69,90), um vira-página hipnotizante.  Lenora Hope é a única sobrevivente de uma chacina que matou toda sua família, em 1929. Passados quase sessenta anos, uma jovem é contratada para cuidar da idosa, inválida e muda Lenora, que ainda vive na mansão onde ocorreram os crimes, com alguns empregados. A casa, construída em cima de um penhasco, está com as estruturas abaladas, e dependendo do vento, oscila, ameaçando desabar no mar. Enquanto sobrevive às ameaças de destruição da casa, a jovem cuidadora quer descobrir quem cometeu realmente os assassinatos da família Hope. 

 

 

 

 

 

 

A escritora Ana Kiffer também se volta para a tensão enfrentada por sua mãe, Cléa, presa, em 1968, por militares que procuravam seu marido, o deputado João Kiffer Neto. O tocante “No muro de nossa casa” (Bazar do Tempo, R$ 47,20) acompanha a detenção de Cléa, mãe de duas crianças, grávida (de Ana). O muro da casa da família, em Niterói, amanhece pichado com inscrições de que ali morava um comunista – como eram identificados quase todos os adversários ao regime antidemocrático, então. A pichação anônima não apenas expõe a militância de Kiffer Netto – que, cassado, voltou a trabalhar como psiquiatra –, mas a intimidade da família para toda a vizinhança. 

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