Skip to content
3 de maio de 2026
  • Facebook
  • Instagram
  • Linkedin
  • Threads

JpRevistas

Revista eletrônica de informação, cultura e entretenimento.

Sem título-1
Primary Menu
  • Home
  • Quem somos
    • Administração
  • Categorias
    • Agenda
    • Boa Leitura
    • Carnaval
    • Cultura
    • Cinema
    • Variedades
    • Entrevistas
    • Publicidade
    • Charge
  • Publicidade
  • Contato
  • Colunistas
    • Alex Cabral SilvaAlex Cabral Silva é petropolitano, vascaíno, jornalista e contista. Estudou roteiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro e é colaborador de longa data do JP Revistas. É autor da coletânea de contos Na Altura dos Olhos, lançada pela Editora Primata.
    • Arlindenor PedroProfessor de História, Filosofia e Sociologia, editor do Blog, Revista Eletrônica e canal YouTube Utopias Pós Capitalistas. Pode colocar qualquer email porque sou eu quem vai postar os textos que ele enviar
    • Divaldo FrancoDivaldo Pereira Franco – Embaixador da Paz, orador e palestrante espírita. Divaldo Franco é um dos mais consagrados oradores e médiuns da atualidade, fiel mensageiro da palavra de Cristo pelas consoladoras e esperançosas lições da Doutrina Espírita. Aos 95 anos de idade e 75 anos de oratória espírita, Divaldo atinge surpreendente e exemplar performance, com mais de 20 mil conferências e seminários em 71 países – em muitos deles, por várias vezes –, dos cinco continentes. Há 71 anos, ao lado do amigo Nilson Souza Pereira, fundou a Mansão do Caminho, cujo trabalho de assistência social a milhares de pessoas carentes da cidade de Salvador tem conquistado a admiração e o respeito da Bahia, do Brasil e do mundo.
    • Elda PriamiJornalista que transita pela arte de viver bem. Depois de muitos caminhos impressos, agora é a vez do digital.
    • Geraldo NogueiraAdvogado e Presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência OAB-RJ. E-mail: contatogeraldonogueira@gmail.com
    • Giuseppe OristanioNos últimos 10 anos participou dos seguintes espetáculos teatrais : “Doidas e Santas”, baseado no livro homônimo de Martha Medeiros com e direção de Ernesto Picollo (o espetáculo permaneceu 9 anos em cartaz e encerrou sua carreira em turnê por Portugal), “Gerturdes Stein, Alice Tocklas e Pablo Picasso” (texto de Alcides Nogueira e direção de Paulo Goulart Filho), “A Atriz” (de Peter Quilter , direção de Bibi Ferreira) . Em anos anteriores destacam -se, entre outros, os seguintes trabalhos : “A Mandrágora” (Maquiavel, com o Grupo Tapa e direção de Tolentino), “Salve Amizade” e “Um Dia Das Mães” (texto e direção de Flávio Marinho), Mephisto (de Klauss Man, com direção de José Wilker), “A Maracutaia”, adaptação da “Mandrágora” de Maquiavel, com texto e direção de Miguel Falabella ; “O Inimigo Do Povo”, de Ibsen, com direção de Domingos de Oliveira ; Nos últimos 17 anos foi contratado da RecordTV, onde já fez 12 novelas e séries : “Poder Paralelo”, “Ribeirão Do Tempo”, “Chamas Da Vida”, “Gênesis”, Os Dez Mandamentos, Jesus, entre muitos outros . Giuseppe também é autor do livro “Sempre Existe Um Porém, A vida é feita de histórias”, lançado em 2022 em comemoração aos 50 anos de carreira…
    • João Henrique
    • Lu CatoiraJornalista e consultora de Moda
    • Luis PimentelCresceu e teve sua formação básica na cidade de Feira de Santana de onde mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar teatro. Ali, contudo, dedicou-se ao jornalismo e à literatura.[2] Trabalhou em várias publicações e jornais, como O Pasquim (1976-1977), na Mad do Brasil, Última Hora, O Dia e outros.[2] Como escritor, é autor de dezenas de obras, em vários estilos, e dedicadas aos públicos infantil ou adulto, além das biografias de Wilson Batista[3] e Luiz Gonzaga,[4] havendo ganho vários prêmios literários. Foi, ainda, roteirista em programas de humor da televisão, como Escolinha do Professor Raimundo.[2] Seu trabalho também é voltado para a música do Brasil, havendo editado a revista Música Brasileira, que ainda encontra sua versão no meio digital.[2] Coordenou, também, a publicação de Paixão e Ficção – Contos e Causos de Futebol, no qual escreveu um texto, ao lado de figuras como Zico, Armando Nogueira, Aldir Blanc, entre outros.[
    • Luisa CatoiraFormada em  fonoaudiologia no Rio de Janeiro, morou  em São Paulo por 17 anos, onde fez  pós graduações em psicomotricidade, psicanálise, motricidade oral, cursos de especialização em bebê de alto risco, acupuntura sistêmica e auricular. de volta ao Rio de Janeiro, em 2010, fez uma pós em audiologia clinica, para entender como estava o mercado de fonoaudiologia no Rio. Nessa época, entrou em seu consultório, uma atriz, dubladora e locutora, que precisou cuidar da voz, pois teria uma peça no final de semana, várias locuções e dublagens para fazer, mas ficou impedida por ter ficado subitamente rouca. Ela, sendo muito disciplinada, fez tudo o que foi orientado  e, no dia seguinte conseguiu cumprir suas funções vocais. Como era uma pessoa bem famosa, acabou  apresentando Luisa para o mundo da arte, o que  mudou o rumo de  sua vida. A partir daí, fez cursos na área de voz, com as melhores fonoaudiólogas do Brasil, além de 2 cursos em eletroestimulação, laser, ultrassom e uma pós graduação em fisiologia do exercício. Acompanhava as aulas de dublagem que ela dava, deu  várias palestras em cursos de teatro e dublagem e acabou montando um método de trabalho que dura 5 semanas, para trabalhar com…
    • Rogéria GomesJornalista, apresentadora, editora, roteirista e pesquisadora
    • Ricardo Cravo AlbinAdvogado, jornalista, escritor, Pesquisador de MPB e presidente do Instituto Cultural Cravo Albin.
    • Miguel PaivaMiguel Paiva é um cartunista, diretor de arte, escritor, autor de teatro, ilustrador, publicitário, diretor, roteirista e comentarista de televisão, roteirista de cinema e jornalista brasileiro.
    • Odette CastroAutora de “Rubi”, “Na beira do mar o amor disse ‘oi’” e crônicas do cotidiano. Mãe da Laura e da Beatriz. Avó da Ana Catarina. Ativista da inclusão e criadora dos projetos “Fale Certo — Linguagem Inclusiva” e “Uma flor por uma dor”, onde flores de crochê são amarradas em árvores para ‘falar’ sobre capacitismo, racismo, homofobia e todas as formas de preconceito e exclusão.
    • Olga de MelloOlga de Mello é jornalista há 30 anos, carioca por nascimento, convicção e insistência. Obsessiva-compulsiva por literatura, cinema, música e pelo Rio de Janeiro. A militância pela cidade a levou a criar o blog Arenas Cariocas (www.arenascariocas.blogspot.com), sua primeira experiência pública de escrevinhar fora do jornalismo.Tomou gosto, abriu o Estantes Cariocas (www.estantescariocas.wordpress.com) para tratar de livros, sua companhia predileta quando distante dos quatro filhos e dos amigos. Assessora de imprensa, deixou fisicamente as redações há seis anos, porém continua escrevendo para sites, jornais e revistas, principalmente sobre cultura, que considera gênero de primeira necessidade. Mora no Rio, cercada por filhos, gatos, pássaros, plantas e livros.
    • Patrícia MorgadoPsicóloga Clínica, Jornalista, Instrutora de yoga, meditação, massoterapeuta e desenvolve um trabalho em prol da saúde mental, corporeidade/ psicossoma e desenvolvimento humano. Está em processo de especialização em psicologia Clínica, com ênfase em Gestalt Terapia e Mindfulness. Quarentona e mãe solo de uma criança de 5 anos.
    • Vicente Limongi NettoLimongi é jornalista. Aposentado do Senado e membro da ABI, há 51 anos.
    • Víviane FernandesTurismóloga , Jornalista, pós graduada em marketing Presidente da Associação dos Embaixadores de Turismo do Estado do Rio de Janeiro Diretora da ABAV Diretora do Instituto Preservale Diretora do INPETUR Radialista Band Apresentadora de TV nos canais 6 e 11 da NET CEO da Nice Via Apia Luxury
    • Viviana NavarroNutricionista formada pelo IBMR Pós-graduada em Terapia Nutricional Pediátrica pela UFRJ Especialização em Modulação Intestinal. Atendimentos presenciais e online.
Contato
  • Home
  • 2025
  • julho
  • Entrevista exclusiva com Cyrano Sales, maestro titular do Coro do TMRJ
  • Chico Vartulli
  • Colunistas

Entrevista exclusiva com Cyrano Sales, maestro titular do Coro do TMRJ

Chico Vartulli 24 de julho de 2025 11 minutes read
Ópera do Meio-Dia - A Italiana em Argel, comédia de Gioachino Rossini

Ópera do Meio-Dia - A Italiana em Argel, comédia de Gioachino Rossini

Redes Sociais
           
Essa semana apresento um delicioso bate-papo com o mineiro, mas carioca de coração, botafoguense, curador, diretor musical e  maestro titular do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Cyrano Sales. 
Foi na UFRJ que conheceu a cantora lírica Michele Menezes. Eles se casaram e como fruto da união, nasceu Julieta. Maestro, cantor lírico (barítono), pianista, compositor, diretor musical e artístico premiado, foi titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica Cesgranrio. Formado em Regência pela Escola de Música da UFRJ, Cyrano também é maestro do Coral da Fundação Bradesco, da Basílica da Imaculada Conceição e do Coral Veni Sancte Spiritus. Além de seu trabalho como regente, Cyrano atuou como professor de canto e pianista em instituições como a Escola Técnica Estadual de Teatro Martins Penna e diversos projetos, incluindo o Aprendiz – Música nas Escolas e o Projeto Acorde, da Orquestra Sinfônica Brasileira. Foi também pianista e maestro substituto do musical premiado Funny Girl, em temporada no Rio de Janeiro em 2023 e é diretor musical dos espetáculos da Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa desde 2015. Como cantor solista, Cyrano interpretou papéis de destaque. Sua dedicação à música e educação lhe rendeu o Prêmio Rio São Sebastião de Cultura em 2019 e menções honrosas pelos projetos de extensão A Escola vai à Ópera e Brasil Ensemble-UFRJ.

JP –  Olá, Cyrano! Quais são as suas expectativas para o cargo de maestro titular do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro?

É uma honra imensa assumir esse cargo. O Coro do Theatro Municipal tem uma trajetória belíssima e uma força artística que impressiona. Com mais de 90 anos de história, foi reconhecido como um dos cinco melhores Coros do mundo pela revista internacional Opera News, e carrega uma tradição de excelência que inspira qualquer maestro.

Minhas expectativas são altas, porque acredito profundamente na potência desse grupo. Quero contribuir para que o Coro siga como referência artística, mas também se renove, se expanda e seja descoberto por novos públicos — dentro e além do Theatro. Tenho o desejo de que as vozes maravilhosas que compõem o Coro sejam ouvidas com novos ouvidos, tanto por quem já o acompanha quanto por quem ainda vai ter a oportunidade de se encantar com ele.

Desde que assumi a preparação do Coro nas produções recentes, o grupo tem recebido muitos elogios, o que para mim é um termômetro valioso da direção que estamos trilhando juntos. Em agosto completamos um ano de convivência e posso dizer que estou apaixonado pelo Coro: pela dedicação dos artistas, pela entrega coletiva e pelo potencial artístico que se mostra cada vez mais impactante e entusiasmado. Como maestro, trago minha identidade sonora, meu jeito de ser e conduzir os ensaios, mas é no diálogo e no trabalho diário com essas vozes que construímos algo realmente único.

JP –  Quais são os projetos que você pretende desenvolver junto ao Coro?

Na verdade, já estou desenvolvendo um projeto muito especial junto ao Coro, além das grandes produções que integram a programação do palco do Theatro. Recebi da presidente Clara Paulino a confiança para assumir a Curadoria e Direção Musical do projeto Ópera do Meio-Dia, criado especialmente para o Corpo Artístico Coral, que há mais de uma década não era realizado e que agora retorna com força total.

As apresentações acontecem de forma gratuita, na escadaria interna do Theatro, em versões reduzidas de grandes óperas do repertório mundial, preservando sempre sua força musical, sua essência narrativa e a dramaticidade central das obras. Já apresentamos Don Pasquale,  L’Italiana in Algeri e a próxima será Turandot. São títulos escolhidos com muito cuidado, que encantam o público pela beleza das histórias, pela leveza, humor ou densidade das tramas e pela música impactante, que aproxima a plateia do canto lírico em sua essência.

Este projeto é, para mim, uma realização artística e afetiva. Representa a valorização dos artistas que compõem lindamente o nosso Coro, a formação de plateia e o fortalecimento do vínculo entre o público e o Theatro, ao aproximar a ópera das pessoas e expandir os espaços utilizados pela própria Casa.

JP –  Quando você começou a se interessar pela música?

Desde muito pequeno, fui incentivado pelos meus pais a cantar e a ouvir música. Meu pai tocava à noite, minha mãe cantava com ele, e os dois eram responsáveis pelo coro da igreja, onde eu cresci cantando, observando e aprendendo. Eu amava música. Sempre amei.

Eu ouvia os comerciais da televisão e guardava tudo de ouvido. Aquilo me fascinava.

Um dia, no ensaio do coro em que fui precocemente inscrito, de tanto que eu gostava de cantar, o maestro Ruy Capdeville ensinou as vozes de cada naipe. Ao final do ensaio, fui até o piano e comecei, intuitivamente, a tocar as melodias que tinha acabado de memorizar de cada naipe — reproduzindo as quatro vozes simultaneamente ao piano, só com a memória auditiva.

Ele se aproximou, impressionado, e perguntou desde quando eu sabia ler partitura, pois achou que eu estava lendo. Eu disse: “Não sei ler, não estou lendo nada, nunca li.”

Surpreso, na mesma hora o Ruy me levou de carro até a única escola de música da cidade, me matriculou, e depois foi até minha casa contar aos meus pais o que tinha acontecido. Disse que não podia deixar um talento como aquele escapar, e que ele mesmo havia pagado meus estudos até que eu completasse a idade para prestar vestibular de música no Rio de Janeiro. Ele sabia das condições da minha família e que, se não fosse por ele, eu não teria como bancar meus estudos. Queria me ajudar porque acreditava que eu poderia ser um grande músico.

Eu devo muito a ele. Ele acabou se tornando, obviamente, meu padrinho de crisma — e da vida também.

Sempre tive a sensação de que a música, de fato, me escolheu. Desde então, nunca me vi fazendo outra coisa. Sinto-me pertencente a esse lugar desde muito cedo, e isso me completa como ser humano e como artista.

JP –  Como se deu a sua formação na área? Tem especialização?

Minha formação foi intensa e plural. Sou formado pela UFRJ, onde estudei com mestres que me marcaram profundamente. Fiz cursos em regência, canto, piano, composição, além de muitas oficinas e experiências práticas em ópera, canto coral e música de concerto. Trabalhei como maestro preparador em várias montagens e sigo aprendendo a cada ensaio, a cada estreia. A música é um ofício que exige estudo constante.

JP –  Quais são as suas referências (teóricas e práticas)?

Minhas referências foram sendo construídas com muito estudo, escuta e prática ao longo de muitos anos. Rejo desde os meus 15 anos, o que me deu uma bagagem prática sólida e precoce, tanto à frente de corais quanto de orquestras. Tive o privilégio de aprender com mestres que marcaram minha trajetória de forma decisiva, como Maria José Chevitarese, Valéria Matos, André Cardoso, Ernani Aguiar, Ricardo Rocha e Júlio Moretzsohn — nomes com os quais pude conviver no dia a dia e me ensinaram sobre musicalidade, clareza interpretativa, ética artística e a importância do gesto consciente na regência.

Também fui profundamente impactado pelo maestro alemão Martin Schmidt, com quem tive aulas transformadoras e que me influenciou não apenas tecnicamente, mas também na maneira de pensar a profissão e a forma como o gesto pode moldar o som. Além dele, participei de cursos e masterclasses com outros importantes nomes internacionais da Alemanha, Suécia, Noruega e Estados Unidos, que me ajudaram a ampliar minha visão sobre o repertório e sobre o papel do regente como elo entre compositor, partitura e intérprete.

Na prática cotidiana, continuo aprendendo com colegas de palco, cantores, pianistas e músicos com quem tenho a alegria de conviver. A vivência diária ensina muito — e sigo acreditando no aprendizado como parte essencial da minha caminhada.

JP –  Quais são os seus compositores preferidos no âmbito da música erudita?

Sou bastante eclético e apaixonado por música de qualidade, seja qual for a formação. Bach é uma referência sólida e atemporal, base fundamental para a compreensão da música ocidental. Mozart, Beethoven, Mendelssohn, Brahms, Tchaikovsky — todos muito marcantes, cada um com sua força expressiva e contribuição inegável para a música no mundo. São compositores que admiro profundamente e que escuto sempre.

Tenho também um amor muito grande pelos compositores de ópera — Puccini, Rossini, Verdi, Donizetti — que moldaram a história do gênero e me influenciaram tanto como cantor quanto como maestro.

Dos brasileiros contemporâneos, admiro imensamente Ernani Aguiar, de quem fui aluno e depois também colega de profissão; Villani-Côrtes, que tem uma música lindíssima e também nasceu em Juiz de Fora, assim como eu; Ronaldo Miranda, cuja obra acompanho com grande respeito e entusiasmo… Guerra-Peixe com sua música marcante e claro, de Francisco Mignone (compositor que tive o privilégio de reger a primeira audição mundial de sua ópera infantil “Godó, o Bobo Alegre”).

Além deles, estão nomes essenciais como Villa-Lobos e Carlos Gomes, que levaram o nome do Brasil para o mundo. E, nos primórdios do Brasil Império, José Maurício Nunes Garcia que marcou presença com sua música e competência.

Mas são muitos nomes — e há tantos outros que admiro por igual, que seria impossível listar todos aqui. Essa diversidade de estilos, épocas e linguagens me move como músico. É nesse diálogo entre tradição e atualidade, entre o erudito e o popular, entre a partitura e o gesto vivo, que construo minha identidade artística.

JP –  Ser músico é vocação? Justifique a sua resposta.

Sim, é vocação… mas não no sentido de algo místico ou inalcançável. É uma escolha diária, movida por uma necessidade interna de criar, comunicar, transformar. Quem escolhe viver de música precisa amar profundamente o processo, não só o aplauso. É uma vocação que se constrói no cotidiano, na escuta, na partilha, no rigor e na entrega.

JP –  Quais são os seus projetos futuros?

Além do trabalho com o Coro do Theatro Municipal, sou maestro titular da Companhia de Ópera da Lapa, que busca resgatar a tradição dos coros de ópera formados por solistas apaixonados pelo fazer musical e pela experiência de estar no palco, interpretando obras marcantes do repertório lírico.

Recentemente, tive a alegria de reger La Traviata na Sala Cecília Meireles, com um quinteto de cordas da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, pianista convidada e um elenco com mais de 40 pessoas, incluindo o coro da Companhia.

Sigo também com a curadoria e direção musical da Ópera do Meio-Dia, no Theatro Municipal, que já tem novas montagens previstas e vem aproximando cada vez mais o público da ópera.

Além disso, continuo como diretor musical na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa e como maestro do coro da Fundação Bradesco RJ.

Meus projetos futuros estão voltados para a formação de plateia, o acesso democrático à música e a valorização do canto lírico como instrumento de transformação. Para mim, isso é mais do que profissão: é missão de vida.

About the Author

Chico Vartulli

Editor

View All Posts

Post navigation

Previous: “A Geografia do Samba- Do Estácio a Maricá”
Next: “O Som de Casa e Standards Brasileiros” invadiu o Teatro Rival

Postagens Relacionadas

Texto e Foto Carlos Monteiro
  • Carlos Monteiro
  • Colunistas

Buuuuuuu!

Carlos Monteiro 1 de maio de 2026
desembargadora-morgana-almeida-richa
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Gilmar ama Morgana

Vicente Limongi Netto 1 de maio de 2026
IMG-20260420-WA0131
  • Chico Vartulli
  • Colunistas

Bate-papo exclusivo com o arquiteto Joaquim Delaura Meyer

Chico Vartulli 30 de abril de 2026

O que você perdeu...

IMG-20260502-WA0289
  • Charge
  • Miguel Paiva

Charge do Dia

Miguel Paiva 2 de maio de 2026
Texto e Foto Carlos Monteiro
  • Carlos Monteiro
  • Colunistas

Buuuuuuu!

Carlos Monteiro 1 de maio de 2026
desembargadora-morgana-almeida-richa
  • Colunistas
  • Vicente Limongi Netto

Gilmar ama Morgana

Vicente Limongi Netto 1 de maio de 2026
link (1) (Pequeno)
  • Cultura
  • Variedades

Shakira faz o maior show de sua carreira na Praia de Copacabana

Luiz Claudio de Almeida 1 de maio de 2026

Site Produzido por Infomídia Digital | MoreNews by AF themes.