
Fotojornalista propõe uma experiência interativa do carnaval carioca através de suas lentes que capturam não apenas imagens, mas também os movimentos e emoções na Sapucaí
O Fairmont Rio de Janeiro cria grandes momentos convidando seus hóspedes a fazerem uma imersão pelo universo da arte. Distribuídas entre áreas comuns e privativas, as obras de artistas nacionais convidam o público a vivenciar a produção cultural brasileira de forma singular, em diálogo com o cenário emblemático da praia de Copacabana.
Com o objetivo de potencializar essa vocação cultural, o hotel renova pelo terceiro ano consecutivo a parceria com Christine Laclau — curadora, gestora e art advisor especializada em arte contemporânea — que, assim como o Fairmont, tem o Brasil e o Rio de Janeiro como fontes permanentes de inspiração e valorização. Para a abertura da primeira exposição de 2026, ela convidou o fotojornalista Daniel Ramalho, que apresenta a mostra ‘Delírios’, em cartaz até março.
Daniel Ramalho, fotojornalista referência na imprensa carioca, traz em seu portifólio inúmeros trabalhos, como três edições de Jogos Olímpicos (2008, 2012 e 2016) e a Copa do Mundo de 2014, mas é no Carnaval — tema da exposição do hotel Fairmont Rio — que vemos o primoroso trabalho artístico em que se percebe a atenção múltipla e não menos firme sobre os enredos que se desenrolam ao seu redor.
A câmera de Daniel captura o carnaval como experiência viva, consciente da beleza que integra a essência de cada instante. Nas obras, há uma certa atmosfera onírica, elaborada pela alternância entre áreas definidas e zonas em suspensão, desfocadas. Ao mesmo tempo, o tratamento em camadas faz coexistir os diferentes tempos dos desfiles, apresentando múltiplas percepções em uma única imagem.
“A fotografia de Daniel Ramalho é sedutora: a força vital que ela carrega devolve o movimento à imagem fixa e nos convida a participar da cena. O que começa pelo olhar rapidamente se expande e alcança os outros sentidos. Elemento por elemento, a hiperestimulação vai sendo construída — das cores ao brilho, dos gestos ao ritmo, dos foliões ao próprio quadro, descreve Christiane Laclau, curadora da exposição.
Fotos Reginaldo Teixeira











