
Por Henrique Pinheiro – Economista e Produtor Executivo de Cinema – Colunista convidado.
A crise institucional brasileira, exposta após a intervenção no Banco Master, não é jurídica.
É de poder.
E, os donos do poder têm nome: O sistema financeiro e a grande mídia.
A insistência de ministros do Supremo Tribunal Federal em travar investigações tornou-se escandalosa. Alexandre de Moraes e Dias Toffoli deixaram de atuar como juízes. Viraram personagens.
E personagens dispensáveis, quando atrapalham o roteiro.
O que incomoda os verdadeiros donos do poder — o sistema financeiro e a grande mídia — não são as acusações laterais nem os escândalos familiares. Isso é barulho para a plateia. O problema é o descrédito. Um Judiciário, que perde autoridade, ameaça o grande cartório que sustenta o jogo.
São os mesmos atores que apoiaram 1964, que patrocinaram o impeachment de Dilma Rousseff, que celebraram a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva e, depois, o recolocaram no poder.
Não há ideologia. Há conveniência.
No meio do caos, os políticos fazem o que sempre fazem: Aproveitam.
Como urubus, farejam a carniça institucional e arrancam mais alguns milhões em emendas, acordos e favores. Compram eleitorado, prolongam mandatos e alimentam um ciclo suicida de poder que corrói o país.
O teatro do Master não foi ensaiado. A plateia percebeu.
A grande mídia começa a se mover. O sistema financeiro também. Não por ética, mas por autopreservação.
Foi assim com Sergio Moro: Herói enquanto útil, pária quando descartável.
Anotem: Moraes e Toffoli já passaram do ponto. Virá a desconstrução pública. O sistema financeiro seguirá dando as cartas.
A grande mídia seguirá moldando a narrativa. Os políticos seguirão faturando.
E, o público, como sempre, seguirá pagando a conta.





