
Por Henrique Pinheiro – Economista e produtor executivo de cinema – Colunista convidado.
A bolsa brasileira vem batendo recordes históricos e o dólar recuou frente ao real.
Para o leitor leigo, esses dois indicadores costumam ser interpretados como sinais claros de que a economia está saudável e no caminho certo.
Mas essa leitura é enganosa e perigosa.
O que sustenta esse movimento não é o crescimento consistente, o aumento de produtividade ou a melhora estrutural das contas públicas.
Grande parte da alta dos ativos financeiros é explicada pela entrada de capital especulativo em busca de lucro rápido.
Esse fluxo ocorre, principalmente, por meio do chamado carry trade.
Em termos simples, investidores tomam dinheiro emprestado em países onde os juros são muito baixos, como o Japão, e aplicam esses recursos em países onde os juros são muito altos, como o Brasil.
Enquanto o câmbio permanece relativamente estável, o investidor ganha na diferença entre o juro que paga e o juro que recebe.
O Brasil, hoje, oferece um dos maiores juros reais do mundo.
Esse diferencial transforma o país em destino atrativo para operações financeiras de curto prazo, mas não para investimentos produtivos de longo prazo.
Esse dinheiro não vem para abrir fábricas, gerar empregos ou para aumentar a capacidade produtiva da economia.
Mas essa leitura é enganosa e perigosa.
O que sustenta esse movimento não é o crescimento consistente, o aumento de produtividade ou a melhora estrutural das contas públicas.
Grande parte da alta dos ativos financeiros é explicada pela entrada de capital especulativo em busca de lucro rápido.
Esse fluxo ocorre, principalmente, por meio do chamado carry trade.
Em termos simples, investidores tomam dinheiro emprestado em países onde os juros são muito baixos, como o Japão, e aplicam esses recursos em países onde os juros são muito altos, como o Brasil.
Enquanto o câmbio permanece relativamente estável, o investidor ganha na diferença entre o juro que paga e o juro que recebe.
O Brasil, hoje, oferece um dos maiores juros reais do mundo.
Esse diferencial transforma o país em destino atrativo para operações financeiras de curto prazo, mas não para investimentos produtivos de longo prazo.
Esse dinheiro não vem para abrir fábricas, gerar empregos ou para aumentar a capacidade produtiva da economia.
Ele entra rapidamente e pode sair com a mesma velocidade ao primeiro sinal de instabilidade política, fiscal ou externa.
A alta da bolsa também é concentrada.
Poucas empresas, principalmente bancos, companhias de commodities e de setores regulados, concentram a maior parte dos ganhos.
A economia real, por sua vez, segue fraca, com baixo investimento e crescimento limitado.
A queda do dólar não reflete maior solidez econômica.
Ela é consequência direta da entrada de dólares atraídos pelos juros elevados.
Trata-se de um movimento artificial, altamente sensível a mudanças no humor do mercado.
Enquanto os índices financeiros sobem, os fundamentos continuam se deteriorando.
A dívida pública cresce, os gastos seguem elevados e o ajuste fiscal permanece mais no discurso do que na prática.
O risco aumenta com o calendário político.
O ano de 2026 será eleitoral, período historicamente marcado por aumento de gastos públicos, pelo uso intensivo de emendas parlamentares e por menor disciplina fiscal.
Nada disso aparece nos gráficos que estampam as manchetes.
Os índices financeiros capturam o fluxo de curto prazo, não a saúde real de um país.
Por isso, é preciso cautela.
Bolsa em alta e dólar baixo não significam economia forte.
Muitas vezes, são apenas sinais de especulação financeira.
Nem toda alta é virtude.
Nem todo dólar baixo é vitória.
A alta da bolsa também é concentrada.
Poucas empresas, principalmente bancos, companhias de commodities e de setores regulados, concentram a maior parte dos ganhos.
A economia real, por sua vez, segue fraca, com baixo investimento e crescimento limitado.
A queda do dólar não reflete maior solidez econômica.
Ela é consequência direta da entrada de dólares atraídos pelos juros elevados.
Trata-se de um movimento artificial, altamente sensível a mudanças no humor do mercado.
Enquanto os índices financeiros sobem, os fundamentos continuam se deteriorando.
A dívida pública cresce, os gastos seguem elevados e o ajuste fiscal permanece mais no discurso do que na prática.
O risco aumenta com o calendário político.
O ano de 2026 será eleitoral, período historicamente marcado por aumento de gastos públicos, pelo uso intensivo de emendas parlamentares e por menor disciplina fiscal.
Nada disso aparece nos gráficos que estampam as manchetes.
Os índices financeiros capturam o fluxo de curto prazo, não a saúde real de um país.
Por isso, é preciso cautela.
Bolsa em alta e dólar baixo não significam economia forte.
Muitas vezes, são apenas sinais de especulação financeira.
Nem toda alta é virtude.
Nem todo dólar baixo é vitória.




