
Por Henrique Pinheiro – Economista e Produtor Executivo do documentário “Terra Revolta-João Pinheiro Neto e a Reforma Agrária”, autor de “Crônica de um Mercado sem Pudor” – Colunista covnidado.
No livro, Crônica de um Mercado sem Pudor, que será lançado este ano, conto que o playboy Jorge Guinle havia se livrado do empréstimo do Banco Boavista,
mas não da penúria financeira.
A dívida sumiu, a fragilidade permaneceu.
Jorge era pai de Jorginho Guinle, artista, pintor e desenhista, nome importante da chamada Geração 80.
Jorginho, o artista plástico, morreu prematuramente, aos 40 anos.
A relação entre pai e filho sempre foi difícil.
Jorge pai pertencia a outra era. Machista assumido, playboy clássico, marcado por uma longa lista de romances e por valores que já não dialogavam com o tempo do filho.
A convivência foi marcada por distanciamentos e incompreensões que jamais se resolveram.
Após a morte de Jorginho,
houve um episódio que marcou negativamente minha percepção sobre Jorge.
Pressionado pela própria situação financeira, ele tentou reaver a cobertura no Leblon onde o filho vivia.
A Justiça decidiu de forma contrária. Jorge perdeu a ação. De fato e de direito, a justiça foi feita.
Não escrevo para julgar,
apenas para observar.
A vida, invariavelmente, cobra suas contas.
Nos anos seguintes, por amarga ironia,
Jorge passou a sobreviver da venda das obras do próprio filho. Quadros que antes simbolizavam talento e ruptura
tornaram-se sustento.
Aquilo que tentou negar acabou, no fim,
garantindo-lhe algum alívio material.
Ainda assim, a vida foi generosa em seus detalhes finais.
Seu amigo fiel, Baby Monteiro de Carvalho, assegurou-lhe uma mesada discreta. Jorge morreu após tomar um milk-shake
no Copacabana Palace — hotel que o acolheu como parte viva de sua própria história.
Com a venda do Banco Boavista
e a saída definitiva da família Paula Machado de cena, encerrei um ciclo de treze anos.
O mercado doméstico estava mapeado demais: política, relações pessoais, manipulação.
Era hora de novos voos. O mercado internacional me chamava.
A dívida sumiu, a fragilidade permaneceu.
Jorge era pai de Jorginho Guinle, artista, pintor e desenhista, nome importante da chamada Geração 80.
Jorginho, o artista plástico, morreu prematuramente, aos 40 anos.
A relação entre pai e filho sempre foi difícil.
Jorge pai pertencia a outra era. Machista assumido, playboy clássico, marcado por uma longa lista de romances e por valores que já não dialogavam com o tempo do filho.
A convivência foi marcada por distanciamentos e incompreensões que jamais se resolveram.
Após a morte de Jorginho,
houve um episódio que marcou negativamente minha percepção sobre Jorge.
Pressionado pela própria situação financeira, ele tentou reaver a cobertura no Leblon onde o filho vivia.
A Justiça decidiu de forma contrária. Jorge perdeu a ação. De fato e de direito, a justiça foi feita.
Não escrevo para julgar,
apenas para observar.
A vida, invariavelmente, cobra suas contas.
Nos anos seguintes, por amarga ironia,
Jorge passou a sobreviver da venda das obras do próprio filho. Quadros que antes simbolizavam talento e ruptura
tornaram-se sustento.
Aquilo que tentou negar acabou, no fim,
garantindo-lhe algum alívio material.
Ainda assim, a vida foi generosa em seus detalhes finais.
Seu amigo fiel, Baby Monteiro de Carvalho, assegurou-lhe uma mesada discreta. Jorge morreu após tomar um milk-shake
no Copacabana Palace — hotel que o acolheu como parte viva de sua própria história.
Com a venda do Banco Boavista
e a saída definitiva da família Paula Machado de cena, encerrei um ciclo de treze anos.
O mercado doméstico estava mapeado demais: política, relações pessoais, manipulação.
Era hora de novos voos. O mercado internacional me chamava.
Foto: Wikipedia.




