
Médico, alto, jovial, voz forte, Ronaldo Caiado se transforma em super-homem tentando se espelhar no também médico, o eterno Juscelino Kubitschek. Enche os pulmões de patriotismo e creme de pequi, e declara que sua primeira providência como presidente da república será decretar anistia geral, ampla e irrestrita. Todos os monumentos e bustos de Brasília serão homenageados com beijos de batom. Estará, assim, desmoralizada a única decisão positiva nas últimas quadras, do Supremo Tribunal Federal(STF), a frente o relator cruel e sanguinário. ministro Alexandre de Moraes. Eleito chefe da nação, Ronaldo Caiado vai pessoalmente convidar o ex-presidente Bolsonaro, seja na Papudinha ou na mansão do condomínio para subirem juntos a rampa do Palácio do Planalto. O gesto de grandeza de Caiado ecoará por todo o Brasil. Será difícil segurar as lágrimas. Mesmo adoentado, merecendo severos cuidados médicos, Caiado mandará Bolsonaro escolher o país que quiser, para ser embaixador. Bolsonaro sempre gostou de se meter em confusão. Filhos e Valdemar Costa Neto apostam que decidirá pelo Irã, Líbano, Ucrânia ou Coréia do Norte. Como é monoglota o mito de barro levará embaixo do braço o filho falastrão, Eduardo, para ser interprete. Sem ônus para o contribuinte.
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