
Novo single faz parte das comemorações juninas do Projeto Girô
“Levanta Meu Boi” mistura influências da cultura nortista e nordestina com o toque de Letto. O single antecede a apresentação junina do Projeto Girô, iniciativa que cria ambientes de conexão com o corpo através da dança, da música, da poesia e da arte. O lançamento é pelo selo Caravela Records. Já faz alguns anos que Letto vem explorando ritmos da cultura popular brasileira. O Boi é uma cultura que atravessa o Brasil e cada região tem forma própria de se expressar. O primeiro contato com essa tradição foi em Natal (RN), onde lá chama-se “Boi de Reis”. A inspiração para a composição o fez citar a praia de Santa Rita, lugar onde já escreveu diversas outras canções.
A relação com o Projeto Girô vem de longa data, Letto já participou ora como DJ, ora cantando carimbó. Ao conversar com os criadores do projeto, Bruno Cezzá e Nat Sant’ Anna, entenderam que seria interessante ter um boi na próxima edição junina. A decisão foi determinante para que Letto entrasse no estúdio Espaço Ipiranga para produzir a gravação de “Levanta Meu Boi”, faixa em que cantou e tocou curimbós, violão, banjo e mineiro e contou com os músicos Luiz de Urjaiss na caixa e pratos, Karine Curty na flauta transversal, Conceição Carlos na pandeirão e tambor e Leandro Dias na percussão. Leandro também foi o responsável pela mixagem e masterização.
O Projeto Girô faz apresentações duas vezes por ano: no carnaval e na festa junina. Canções como “Gira Saia” e “Baile” já fizeram parte do repertório no módulo junino. A iniciativa surgiu com o nome “Vivências em danças populares” com a proposta de possibilitar um ambiente de conexão com o corpo através da música, da poesia e da arte. Há diversas frentes nesse trabalho, dentre elas estão: ações com turmas regulares de dança no chão e na perna de pau; oficina de construção de pandeiro e confecção de figurinos reutilizando materiais que estariam no lixo; oficina de percussão; contação de histórias e diversas outras apresentações artísticas. As ações acontecem em espaço privado, praça pública e gratuitamente em comunidades periféricas no RJ.




