
A Pequena África recebeu o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Integração Regional e dos Togoleses no Exterior do Togo, Robert Dussey, em uma agenda marcada por encontros, trocas e construção coletiva, conectando o Rio de Janeiro ao debate sobre reparação histórica e fortalecimento das relações entre África e diáspora. A atividade reuniu representantes da sociedade civil, muitos deles integrantes da delegação brasileira que esteve em Lomé, em dezembro, em uma iniciativa orquestrada pelo professor e babalawô Ivanir dos Santos.
O encontro seguiu justamente como desdobramento dessa articulação, fortalecendo pontes já estabelecidas e ampliando o diálogo entre Brasil e continente africano. Ao longo da programação, intelectuais, lideranças e participantes compartilharam experiências e refletiram sobre caminhos possíveis de cooperação e intercâmbio.
A agenda começou no Cais do Valongo, onde o ministro foi recebido com uma apresentação do Afoxé Filhas de Gandhy RJ, grupo cultural feminino dedicado à valorização da cultura afro-brasileira. Em seguida, um cortejo seguiu até a sede do CEAP – Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, marcando simbolicamente a travessia entre memória, território e resistência.
Durante a recepção, Roseli Santos da Cruz entregou ao visitante um amuleto de proteção e sorte, com elementos ligados a Oxum e Ogum, além de símbolos associados à saúde, gesto que evidenciou a dimensão espiritual e ancestral do encontro. O ministro também recebeu outros presentes, como livros, fechando o encontro com a troca de saberes e significados.
Ivanir dos Santos destacou a importância de conduzir a visita ao Cais do Valongo, ressaltando o peso histórico do território como símbolo da diáspora africana e reafirmando o compromisso com a preservação da memória e o fortalecimento dos laços entre África e Brasil.



