
A iluminação pública do Distrito Federal foi trocada. Poderia ser um avanço. Mas o que se vê, na prática, é mais um retrato de má gestão, serviço de baixa qualidade, manutenção falha e um rastro de problemas em todas as regiões administrativas.
A população paga e paga caro. Iluminação pública não é favor, é dever. E mais do que isso, é uma das bases da segurança pública. Quando falta luz, sobra espaço para o crime. Na Asa Norte e em diversas outras regiões, a realidade é a mesma, ruas escuras, lâmpadas piscando e criminosos agindo sem qualquer constrangimento. O Estado simplesmente não está presente onde deveria.
E o absurdo se agrava, já há instalação de lâmpadas de LED com defeito. Ou seja, o erro não é pontual, é estrutural. Falta controle, falta fiscalização e sobra descaso com o dinheiro público. Mas é preciso ser claro, a responsabilidade é do Governo do Distrito Federal. É o GDF quem gere a CEB IPES, quem contrata, quem fiscaliza, ou deveria fiscalizar. Quando o serviço falha, não é “o sistema”, não é “a empresa”, é o governo que falhou.
A omissão diante desse cenário não é apenas incompetência administrativa, é responsabilidade política direta. Quem governa não pode terceirizar a culpa junto com o serviço. Enquanto isso, o cidadão segue pagando para viver no escuro, exposto e inseguro. E quem agradece é a criminalidade, que encontra na ausência do Estado o ambiente ideal para prosperar.
O DF hoje não enfrenta apenas um problema de iluminação pública. Enfrenta um problema de comando, de gestão e de responsabilidade. E isso tem endereço certo.





