
Seguindo com os personagens que João Pinheiro Neto descreve em “Bons e Maus Mineiros” (Mauad, 1996), chegamos a Oswaldo Aranha (foto).
João Pinheiro Neto não economiza, ao falar de Oswaldo Aranha. É admiração sem rodeio.
Logo de saída, ele diz que foi “tiete vibrante e entusiasta”.
O contato começou cedo.
João Pinheiro Neto não economiza, ao falar de Oswaldo Aranha. É admiração sem rodeio.
Logo de saída, ele diz que foi “tiete vibrante e entusiasta”.
O contato começou cedo.
Aos 18 anos, acompanhando o tio Hortêncio Lopes, amigo de infância de Oswaldo Aranha, passou a frequentar sua casa no Rio.
Isso faz diferença. Aranha não aparece como personagem distante. Aparece como presença.
A descrição é direta: “Belo homem, figura carismática e charmosa”, sempre com o cigarro no canto da boca.
Chamava atenção naturalmente. Não precisava fazer esforço.
Mas o que mais marca no relato é a inteligência. “Nunca conheci causeur igual”, escreve.
Aranha pulava de assunto com facilidade.
Isso faz diferença. Aranha não aparece como personagem distante. Aparece como presença.
A descrição é direta: “Belo homem, figura carismática e charmosa”, sempre com o cigarro no canto da boca.
Chamava atenção naturalmente. Não precisava fazer esforço.
Mas o que mais marca no relato é a inteligência. “Nunca conheci causeur igual”, escreve.
Aranha pulava de assunto com facilidade.
Política, economia, mundo.
Falava com segurança. E com naturalidade.
Era daqueles que seguram uma sala inteira só falando.
Na vida pública, fez de tudo. Embaixador, ministro, chanceler, figura central da Revolução de 30.
Teve papel relevante em momentos decisivos. Era um dos grandes nomes civis do período.
Mesmo assim, não chegou à Presidência.
E isso incomoda João Pinheiro.
“Seu destino político de tantas glórias não se completou com a Presidênciia da República.”
Para ele, Aranha tinha tamanho para o cargo. Mas ficou no caminho.
A explicação é simples. “Contemporâneo de Vargas, a esse iriam sorrir os fados políticos.”
Aranha acabou ofuscado. Não por falta de capacidade. Por circunstância.
Ficou como grande figura, mas não como chefe de governo.
A leitura que fica é clara. O Brasil teve ali um nome maior do que o cargo que ocupou.
Falava com segurança. E com naturalidade.
Era daqueles que seguram uma sala inteira só falando.
Na vida pública, fez de tudo. Embaixador, ministro, chanceler, figura central da Revolução de 30.
Teve papel relevante em momentos decisivos. Era um dos grandes nomes civis do período.
Mesmo assim, não chegou à Presidência.
E isso incomoda João Pinheiro.
“Seu destino político de tantas glórias não se completou com a Presidênciia da República.”
Para ele, Aranha tinha tamanho para o cargo. Mas ficou no caminho.
A explicação é simples. “Contemporâneo de Vargas, a esse iriam sorrir os fados políticos.”
Aranha acabou ofuscado. Não por falta de capacidade. Por circunstância.
Ficou como grande figura, mas não como chefe de governo.
A leitura que fica é clara. O Brasil teve ali um nome maior do que o cargo que ocupou.




