
Por Henrique Pinheiro – Economista e Produtor Executivo de “Terra Revolta-João Pinheiro Neto”, autor de “Crônicas de um Mercado sem Pudor” – Colunista convidado.
O IBGE divulgou números que mostram um retrato importante da economia brasileira.
O rendimento médio do trabalhador chegou a R$ 3.722 no primeiro trimestre de 2026, o maior da série histórica, com ganho real de 5,5% acima da inflação.
A massa salarial alcançou R$ 374,8 bilhões, também recorde. O desemprego caiu para 6,1%, o menor nível já registrado pela pesquisa, enquanto aumentou o número de trabalhadores contribuindo para a previdência. A informalidade também recuou.
Mesmo com um ganho real de cerca de 5%, que ainda é pouco diante do custo de vida brasileiro, o aumento da renda do trabalho colocou algo próximo de R$ 300 bilhões adicionais circulando na economia. Dinheiro que volta para consumo, comércio, pagamento de dívidas e sobrevivência das famílias.
Mas existe um contraste difícil de ignorar.
Enquanto salários movimentam a economia real, o Brasil continua transferindo perto de R$ 900 bilhões por ano para o pagamento de juros da sua dívida pública.
Curiosamente, muitos economistas da grande mídia parecem não gostar de ganhos reais nos salários. Acham perigoso quando o trabalhador melhora de renda. Mas raramente demonstram a mesma preocupação com os juros reais pagos na dívida pública, justamente o sistema que boa parte do mercado financeiro financia e do qual também se beneficia.
Salário vira comida, aluguel, remédio, consumo e atividade econômica.
Juros viram concentração de renda.
Talvez esteja aí uma das maiores distorções estruturais do país.
Mesmo com um ganho real de cerca de 5%, que ainda é pouco diante do custo de vida brasileiro, o aumento da renda do trabalho colocou algo próximo de R$ 300 bilhões adicionais circulando na economia. Dinheiro que volta para consumo, comércio, pagamento de dívidas e sobrevivência das famílias.
Mas existe um contraste difícil de ignorar.
Enquanto salários movimentam a economia real, o Brasil continua transferindo perto de R$ 900 bilhões por ano para o pagamento de juros da sua dívida pública.
Curiosamente, muitos economistas da grande mídia parecem não gostar de ganhos reais nos salários. Acham perigoso quando o trabalhador melhora de renda. Mas raramente demonstram a mesma preocupação com os juros reais pagos na dívida pública, justamente o sistema que boa parte do mercado financeiro financia e do qual também se beneficia.
Salário vira comida, aluguel, remédio, consumo e atividade econômica.
Juros viram concentração de renda.
Talvez esteja aí uma das maiores distorções estruturais do país.



