
“Pintar é preciso e viver também”, enfatiza o artista italiano Adriano Mangiavacchi. Prestes a completar 85 anos — mais da metade deles vividos no Brasil —, ele parece personificar essa livre atualização do célebre verso de Fernando Pessoa. Desde 2023, Mangiavacchi vem se dedicando à aquarela, linguagem que passou a orientar sua produção mais recente. A leveza e a fluidez desse meio serviram de ponto de partida para a série de pinturas realizadas ao longo do último ano, agora apresentadas ao público nesta terça-feira, 12, na Galeria Patrícia Costa.
Suas raízes, no entanto, permanecem vivas em sua trajetória e obra. Sem abdicar de suas referências, o artista constrói um vocabulário singular. Em seu texto curatorial, Vanda Klabin destaca afinidades entre Mangiavacchi e o seu conterrâneo Emilio Vedova, expoente da action painting, cujos impulsos gestuais encontram eco em sua pintura.
A exposição convida o público a percorrer esse universo em que memória, gesto e cor se entrelaçam, oferecendo uma oportunidade de encontro com a produção recente de telas e aquarelas de 2025 de um artista que segue ativo, curioso e profundamente comprometido com o fazer artístico. Allegro vivace!
Fotos Vera Donato



























