
Por Henrique Pinheiro – Economista e Produtor Executivo do documentário “Terra Revolta-João Pinheiro Neto e a Reforma Agrária”, autor de “Crônicas de um Mercado sem Pudor” – Colunista convidado.
Ela não era guerrilheira. Não era política. Não ocupava cargos públicos nem fazia discursos. Era uma secretária.
No dia 27 de agosto de 1980, Lyda Monteiro da Silva saiu de casa para mais uma jornada de trabalho na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Rio de Janeiro. Tinha 59 anos, era esposa, mãe e havia dedicado mais de quatro décadas de sua vida à instituição.
Como fazia diariamente, cumpria apenas sua rotina.
Naquela manhã, chegou à OAB um envelope endereçado ao presidente da entidade, Eduardo Seabra Fagundes. Coube a Lyda abri-lo.
Era uma carta-bomba.
A explosão matou Lyda instantaneamente.
Ela não era o alvo. O atentado buscava intimidar uma das principais vozes da sociedade civil na defesa dos direitos humanos e da redemocratização do Brasil. A OAB denunciava a tortura, cobrava o restabelecimento das liberdades democráticas e resistia aos setores que se opunham ao processo de abertura política.
Quem morreu, porém, foi uma funcionária que apenas fazia seu trabalho.
Em poucos segundos, uma família perdeu uma mãe. Colegas perderam uma amiga. O país perdeu uma cidadã inocente, vítima da violência política que ainda marcava os últimos anos do regime militar.
O atentado causou enorme comoção nacional. Mais do que um ataque contra uma instituição, foi um recado de terror dirigido à sociedade brasileira: o medo deveria substituir a esperança.
Mas aconteceu justamente o contrário.
A OAB não recuou.
Diante da tragédia, Eduardo Seabra Fagundes respondeu com uma frase que atravessou o tempo: “Não nos amedrontarão.”
E não amedrontaram.
A democracia continuou seu caminho. A luta pelos direitos civis ganhou ainda mais força. Anos depois, a própria OAB criou a Medalha Lyda Monteiro da Silva, concedida a pessoas e instituições que se destacam na defesa dos direitos humanos e da cidadania.
No dia 27 de agosto de 1980, Lyda Monteiro da Silva saiu de casa para mais uma jornada de trabalho na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), no Rio de Janeiro. Tinha 59 anos, era esposa, mãe e havia dedicado mais de quatro décadas de sua vida à instituição.
Como fazia diariamente, cumpria apenas sua rotina.
Naquela manhã, chegou à OAB um envelope endereçado ao presidente da entidade, Eduardo Seabra Fagundes. Coube a Lyda abri-lo.
Era uma carta-bomba.
A explosão matou Lyda instantaneamente.
Ela não era o alvo. O atentado buscava intimidar uma das principais vozes da sociedade civil na defesa dos direitos humanos e da redemocratização do Brasil. A OAB denunciava a tortura, cobrava o restabelecimento das liberdades democráticas e resistia aos setores que se opunham ao processo de abertura política.
Quem morreu, porém, foi uma funcionária que apenas fazia seu trabalho.
Em poucos segundos, uma família perdeu uma mãe. Colegas perderam uma amiga. O país perdeu uma cidadã inocente, vítima da violência política que ainda marcava os últimos anos do regime militar.
O atentado causou enorme comoção nacional. Mais do que um ataque contra uma instituição, foi um recado de terror dirigido à sociedade brasileira: o medo deveria substituir a esperança.
Mas aconteceu justamente o contrário.
A OAB não recuou.
Diante da tragédia, Eduardo Seabra Fagundes respondeu com uma frase que atravessou o tempo: “Não nos amedrontarão.”
E não amedrontaram.
A democracia continuou seu caminho. A luta pelos direitos civis ganhou ainda mais força. Anos depois, a própria OAB criou a Medalha Lyda Monteiro da Silva, concedida a pessoas e instituições que se destacam na defesa dos direitos humanos e da cidadania.
Os responsáveis pelo atentado pretendiam deixar um legado de silêncio.
Fracassaram.
Hoje, poucos se lembram dos nomes daqueles que planejaram a violência. O nome de Lyda, porém, permanece vivo como símbolo de uma verdade muitas vezes esquecida: o autoritarismo não escolhe apenas líderes políticos como vítimas. Ele também atinge cidadãos comuns.
A história brasileira costuma ser contada pelos grandes personagens. Mas, às vezes, ela também é escrita por pessoas anônimas, que jamais imaginaram ocupar um capítulo dos livros.
Lyda Monteiro da Silva não buscava protagonismo.
Era apenas uma mãe, uma trabalhadora e uma secretária.
Entrou para a história porque abriu uma carta.
E, ao fazê-lo, tornou-se um dos rostos mais dolorosos da violência política que tentou impedir o retorno da democracia no Brasil.
Fracassaram.
Hoje, poucos se lembram dos nomes daqueles que planejaram a violência. O nome de Lyda, porém, permanece vivo como símbolo de uma verdade muitas vezes esquecida: o autoritarismo não escolhe apenas líderes políticos como vítimas. Ele também atinge cidadãos comuns.
A história brasileira costuma ser contada pelos grandes personagens. Mas, às vezes, ela também é escrita por pessoas anônimas, que jamais imaginaram ocupar um capítulo dos livros.
Lyda Monteiro da Silva não buscava protagonismo.
Era apenas uma mãe, uma trabalhadora e uma secretária.
Entrou para a história porque abriu uma carta.
E, ao fazê-lo, tornou-se um dos rostos mais dolorosos da violência política que tentou impedir o retorno da democracia no Brasil.
Foto ABI






