
Na terceira exposição da programação que celebra os 50 anos de atuação de Nara Roesler como galerista, o curador Bernardo Mosqueira reúne obras de 22 artistas, de várias gerações e ligados ao território do Rio de Janeiro, em uma reflexão sobre a capacidade da arte de nos ensinar sobre o tempo.
As mais de 30 obras da exposição refletem sobre diferentes formas do tempo, entre história, mito, memória, esquecimento, presença, movimento, transformação, construção, ruína, finitude, retorno, “espiralidade” e infinitude. “Os trabalhos convidam o público a experimentar temporalidades que escapam à lógica cronológica, emaranhando diferentes texturas e escalas temporais e sugerindo modos de estar no mundo que libertem nossa força vital da submissão à linearidade e às narrativas de progresso”, diz o curador.
Bernardo Mosqueira, que contou com a colaboração da curadora assistente Ana Clara Simões Lopes, afirma “sentir-se honrado em participar das celebrações em torno de Nara Roesler, cuja trajetória considera extraordinária e singular na história do sistema da arte no Brasil, tendo participado ativamente da consolidação da arte contemporânea brasileira ao longo dos últimos cinquenta anos”.“Não há como separar a história recente da arte brasileira e a história da Nara”, destaca.
Confira como foi abertura da mostra “As formas do tempo” na noite desta quinta-feira, 25, nas fotos de Murillo Tinoco.












