
Tem música que pede silêncio. O sambalanço, não. Ele pede corpo, balanço e vontade de dançar. Nascido no Rio entre os anos 1950 e 1960, o gênero aproximou o samba de uma sonoridade urbana, com influências do jazz e da música popular, criando uma batida sofisticada e irresistivelmente dançante. Orlandivo, Ed Lincoln, Sílvio César e Wilson Simonal estão entre seus grandes nomes.
É nesse clima que Verônica Sabino se encontra com a banda Conexão Rio para “No Suingue do Sambalanço”. Com uma carreira de mais de quatro décadas, marcada pela MPB e por uma voz de personalidade, Verônica passeia por um repertório que reúne ainda Elza Soares, Jorge Ben Jor, Erasmo Carlos, Emílio Santiago, Gilberto Gil e Tim Maia. É uma viagem por uma música brasileira que não pede licença para colocar a gente em movimento.
E a Conexão Rio tem uma história deliciosa. André Cechinel, oftalmologista, contou-nos que apaixonou-se pela música aos 13 anos, quando tocava teclado em festas com um grupo de rock. No ensino médio, já participava de festivais estudantis de MPB. Quando a banda nasceu, eram três médicos e dois músicos profissionais. Hoje, André divide o palco com o cirurgião-geral Fernando Barroso, no baixo, Fernando Clark, na guitarra, e Zé Mario, na bateria. A medicina ficou na profissão; a música, na alma.
No repertório, sambalanço, MPB e muita vontade de dançar. Porque, como diz o espírito do show, dançantes somos muito melhores.
Serviço
Verônica Sabino e Conexão Rio — No Suingue do Sambalanço
28 de agosto, sexta-feira, às 21h
Abertura da casa: 20h.





