4 de dezembro de 2022

O livro Uma Estrela Negra no Teatro Brasileiro: Relações Raciais e de Gênero nas Memórias de Ruth de Souza, será lançado, sexta-feira, 25,  na Livraria Cultura, no Rio.
O livro conta muitas histórias da carreira e do pioneirismo da atriz, como a que ela conta que recebeu uma carta do poeta e diplomata Vinicius de Moraes para que ela levasse e entregasse a seus amigos diplomatas em Whashington caso necessitasse de ajuda, na temporada de estudos da atriz nos EUA, em 1950.
Ruth também  foi a primeira atriz negra a atuar no Theatro Municipal do Rio e com isso abriu portas para os artistas negros.
Hoje com 94 anos, a carioca Ruth Pinto de Souza iniciou a carreira nos palcos. E foi na Cia Experimental do Negro que transformou o sonho de menina de ser atriz em realidade. Em 1945 foi a primeira atriz negra a se apresentar no palco nobre do Theatro Municipal do Rio de janeiro, com o espetáculo O Imperador Jones. Depois ganhou uma bolsa e passou um ano estudando e se aprimorando na Universidade de Harvard  e na Academia Nacional de Teatro Americano, nos Estados Unidos. Daí para a frente, não parou mais: foram mais de 40 novelas, 33 filmes e dezenas de peças. Foi a primeira protagonista negra da TV Brasileira, em A Cabana do Pai Tomás (1969). Também foi a primeira brasileira a concorrer ao Leão de Ouro, no Festival de Veneza, por sua atuação no filme Sinhá Moça (1953).
“É um registro dessa memória de uma pessoa púbica do ponto de vista do cenário cultural e também evidencia a forma com a qual a própria  Ruth foi construindo a sua memória, o que chamamos a ‘construção de si’”, diz o autor Julio Claudio da Silva, Doutor em História Social e professor adjunto da Universidade do Estado do Amazonas.

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