6 de outubro de 2022

Raissa Cabral, passista da Beija-Flor de Nilópolis,  sonha em fazer sucesso no mundo da moda e revela que já sofreu preconceito por ser negra: ” Já me chamaram de palito de fósforo queimado”. Levada para a azul e branco de Nilópolis com apenas 8 anos, ela  entrou para o projeto social Sonho de Um Beija-Flor – do  qual faz parte até hoje -, sobre os cuidados e orientação do mestre Edinho. Lá  aprendeu a lapidar o samba no pé e hoje festeja 13 anos fiéis a escola.
Paralelo a carreira de passista, a jovem  se inscreveu no concurso do Miss Nova Iguaçu, onde  ficou sabendo de um teste para uma agência de modelo. Fez o teste, passou  e hoje faz parte do elenco da Workshop Models.
“Sempre  fui alta e magra. Na escola já me chamaram de palito de fósforo queimado. Eu ficava triste. Muitas vezes não queria ir para escola. O  mundo dá moda e o samba eleveram a minha auto-estima. Eu passei a  me descobrir, a me aceitar e impor respeito. Nunca mais deixei ninguém falar o que quiser sobre mim”, revela Raissa.

Carnaval é celeiro de mulheres avantajadas, siliconadas e bombadas. Mas a passista não se mostra preocupada com isso.
“Eu não me preocupo muito com essa questão de não ter corpo sarado ‘bombado’ como a maioria das mulheres do carnaval, pois na verdade eu me garanto mesmo é mostrando samba no pé. Carnaval é festa do povo, cabe todo mundo” conclui.

Raissa foi eleita em votação aberta pela comunidade nilopolitana para representar a Beija-Flor no concurso Musa do Caldeirão do Huck. Em breve veremos todo gingado da multa na telinha.

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