30 de setembro de 2022
O senador Fernando Collor(PTC-AL) manifestou o desejo, no plano institucional e como senador, colaborar para que o Brasil  encontre soluções para sair de todas as crises pelas quais passa e, o quanto antes, encontre o seu norte rumo a um porto seguro. A seu ver, é um período que exigirá de todos, sobretudo dos senadores, muito equilíbrio nos atos, moderação nos debates e plena consciência da responsabilidade que os políticos têm com o Brasil. Salientou, a propósito do “degradante momento de nossa história”, que a situação econômica do Brasil de hoje é extremamente grave, “ao contrário daquela que deixei no início de outubro de 1992”. Frisou, nessa linha, que conseguiu, de forma desabrida e sem receios, estabelecer as bases econômicas para o país seguir adiante, e se desenvolver, se liberalizar e abrir suas portas ao comércio exterior e à nova ordem de um mundo globalizado. “Rompi monopólios e quebrei reservas de mercado. Conseguir, também, plantar as sementes para a tão sonhada estabilidade monetária, com a fixação dos princípios  macroeconômicos que permitiram, logo a seguir, a implantação do plano Real”, observou. O ex-presidente e senador disse ter convicção de que em seu governo o Brasil  não retrocedeu em nenhum setor, em nenhuma avaliação relevante, “apesar da abrupta interrupção de meu mandato, o legado foi positivo”, garantiu. Para Collor,  o que hoje o Brasil presencia é o aprofundamento de um processo de desgaste politico “que agora chega ao seu ápice, na forma de uma aguda crise que foi gestada e que cresceu, paulatinamente, desde o primeiro mandato do atual governo”, asseverou. Disse que há tempos detectou  e alertou para a falta de sincronia, de receptividade e de diálogo do Executivo com o Congresso Nacional. “Sempre procurei manter com o governo uma posição de interlocução institucional. Não só direto com a presidente Dilma, raríssimas vezes, é verdade, e não por minha vontade, mas também com os diferentes ministros da Casa Civil. Tentei levar, ao longo desses anos, minha experiência como ex-presidente e a percepção , como senador, da necessidade de uma maior efetividade nas ações políticas e institucionais com o legislativo, em contraposição a uma menor atuação meramente publicitária junto à população”, lamentou, acrescentando: “o tempo  e o presente quadro de degradação do país me deram razão. Ouviram, mas não me escutaram”. Collor prosseguiu em suas críticas e avaliações: “O governo aliou-se  a insensibilidade política à fragilidade de uma matriz econômica descabida e insustentável. Desmontou-se uma base política e deteriorou-se uma base fiscal. O Brasil ficou carente não só de politica econômica, mas também de economia política. A crise espraiou-se. A política esvaiu-se e a economia tornou-se caótica”. Adiante, o senador sentenciou, antevendo: “levaremos tempo, para resgatar tudo de positivo que foi conquistado pelo Brasil desde sua redemocratização. Mais ainda, levaremos tempo, talvez uma geração inteira, para nos recuperar deste certeiro golpe na população brasileira”. Na opinião dele, qualquer que seja o resultado do impeachment, o governo , qualquer que seja, terá que se reinventar. Alertou que o povo não concordará mais com improviso e não aceitará mais amadorismo. “E menos ainda, o fisiologismo que humilha a classe politica. Precisamos recuperar o ânimo, o encanto com a missão politica. Precisamos de um novo Estado. Precisamos de uma nova politica”, vaticinou. Collor apresentou, concluindo, em nome do bloco moderador, liderado por ele, uma proposta chamada “Brasil: diretrizes para um plano de reconstrução”, inspirado no projeto de reconstrução nacional, que apresentou ao país, em 1991, pela passagem do primeiro aniversário do seu governo. Entre os itens do documento, a implantação do sistema parlamentarista de governo, a valorização e dignificação da educação, cidadania e direitos fundamentais, o Brasil no cenário internacional, defesa nacional, infraestrutura social e reestruturação da economia. Em aparte entusiasmado e otimista de apoio a Collor, o senador Cristovam Buarque mostrou-se satisfeito com o discurso fundamentado e de qualidade do ex-presidente, certo de que as propostas dele serão discutidas com atenção e interesse público pelos senadores e pela população. 
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