2 de outubro de 2022

Você está feliz da vida, dirigindo seu carro, estrada afora, ouvindo uma musiquinha, respeitando os limites de velocidade, quando se depara com o sinal amarelo. Atenção, ele se tornará vermelho em breve e você será obrigada a parar. Caso contrário, pode acontecer algo ruim: uma colisão, um atropelamento, etc. Então, é melhor reduzir a velocidade e aguardar a luz verde para seguir em frente. 

Como no trânsito, devemos prestar atenção na vida. Há o momento de estar alerta, como a luz amarela indica; o de parar, como a luz vermelha sinaliza; e o de seguir, no verde que se apresenta. E costumo encaixar os sentimentos nessa escala. 
Já me decepcionei muito no campo emocional. Ah, quem nunca, não é mesmo? Justamente porque alguma situação se apresentava em amarelo gritante e eu não via o sinal de alerta e seguia em rente sem medir as consequências. E o que acontecia. Lá na frente eu quebrava a cara e aí sim me lembrava: “Mas o sinal estava amarelo. Por que eu não dei atenção devida?”
E dali para frente me prometia que ao menor sinal da luz amarela pararia com qualquer carrossel de emoções. Ah, mas segui não parando algumas vezes mais e assim fui sofrendo algumas escoriações e, por isso, lembro novamente a necessidade de que temos de valorizar tais sinais.
Lá na frente, ter desrespeitado as “convenções emocionais” poderá lhe causar um dano muito maior do que ter abreviado a corrida. “Mas eu falei que eu ia desconstruir esse ou aquele conceito?” Sim, falou, mas não é da noite para o dia e não depende tão somente de você se vai dar certo ou não.
Mas como a vida é um eterno recomeçar, pode ser que, depois da reciclagem emocional, quando o amarelo ressurgir, você esteja forte para atentar que o melhor é dar aquela paradinha, olhar para um lado, para o outro, ver um caminho melhor e seguir: feliz e esperando a sucessão de faróis verdes que vão lhe apontar o caminho certo ou que foi melhor assim para a mente e para a alma. 
Dirija seu coração da forma mais prudente possível. Uns podem considerá-la chata, acusá-la de falta de emoção, mas só quem sabe como é difícil fazer um pit-stop após uma decepção amorosa é que compreenderá porque você respeita tanto as regras do seu coração. Quem sabe o que é melhor para você, é você mesma. Boa viagem!
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