1 de dezembro de 2022

A  14ª edição do FestLip, o Festival Internacional das Artes da Língua Portuguesa, evento  que retorna ao formato presencial após duas edições remotas, reúne nove países que falam a nossa língua: Brasil, Angola, Moçambique, Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e Timor Leste. Com uma programação extensa, esta edição elenca teatro, cinema, música, gastronomia e debates, e se espalha por diversos espaços da cidade como o Teatro Firjan SESI Rio, o Real Gabinete Português de Leitura e o restaurante Rancho Português.

Essa grande festa da nossa cultura vai homenagear um homem que é a verdadeira personificação do festival: o multiartista Ruy Guerra (foto). Nascido em Moçambique e radicado no Brasil há mais de 60 anos, o cineasta de 91 anos dispensa apresentações.  Dramaturgo, poeta e professor, Ruy tem mais de 100 letras compostas para gigantes da MPB como Milton Nascimento, Chico Buarque, Edu Lobo, Carlos Lyra e Francis Hime. Na música e no cinema, ele é referência para diversas gerações. Um dos expoentes do Cinema Novo, ele deixou sua marca imortalizada em clássicos como “Os Cafajestes” (1962) e “Os Fuzis” (1963) — filme vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim.

“Eu me sinto feliz e emocionado que o festival tenha me julgado merecedor de uma homenagem como essa. Sempre fui um apaixonado pela língua portuguesa”, afirma Ruy.

Ruy ainda participa  dia 13 do FestLipEncontros, que debaterá o seguinte tema: “A Crioulização da Cultura da Língua Portuguesa”. Esse bate-papo conta ainda com Horácio Guiamba, ator de cinema e teatro em Moçambique e Cristina Luz, Doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ e Coordenadora da Linha Editorial do PPGMC Programa de Pós-graduação em Mídias Criativas ECO/ UFRJ, com mediação do historiador de cinema Hernani Heffner, que é curador e gerente da Cinemateca do MAM, e a participação de Daniel Garcia.

No palco do Teatro Firjan Sesi Centro, o público poderá  assistir em primeira mão a uma montagem inédita produzida pelo festival para “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, rebatizada aqui de “(des)Cortiço”.

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