29 de janeiro de 2023

A experiência pessoal e profissional são fundamentais ao bom político. Amadorismo na difícil e fascinante arte da política é trágico e patético.  Sobretudo na  conturbada quadra atual. Quando os afoitos e deslumbrados por holofotes fáceis costumam meter os pés pelas mãos. O lúcido ex-presidente Sarney, acadêmico, e noventão de boa cepa,  lustrou e dignificou o senado, o congresso e o Brasil.  Mantém inatacável a postura respeitada. É constantemente ouvido por políticos dos mais diversos partidos. A meu ver, nesta linha, Renan Calheiros tem currículo expressivo para substituir Sarney nas árduas missões que sustentem a democracia e a governabilidade.  Renan foi ministro da Justiça do governo Fernando Henrique Cardoso. Presidiu o senado e o congresso por 4 mandatos. É hora do arguto Renan ocupar a função de técnico das boas causas legislativas que ofereçam sustentação ao governo Lula, decidindo, sobretudo, por medidas concretas que melhorem a qualidade de vida da população mais carente e necessitada. Passou da hora dos  brasileiros passarem a merecer o apreço e o respeito dos políticos e dos gestores públicos. Foram eleitos com esta finalidade. Basta de migalhas e humilhações para os mais pobres.  Sustentar a democracia não é tarefa para iniciantes. Na ausência de Sarney, dentro do congresso nacional, o tarimbado Calheiros é o profissional com o melhor figurino para zelar pela democracia e pela constituição. Deixando fluir os sonhos dos legítimos patriotas que amam a Pátria e desejam vê-la cada vez mais próspera e unida.

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Considero sem cabimento, o fim da picada, especulações favoráveis a contratação de técnico estrangeiro para o lugar do medonho Tite. Tem razão o excelente enviado do Correio, ao Catar, Marcos Paulo Lima (13/12), dirigindo-se ao presidente da CBF, o baiano Ednaldo Gomes: “Dona Copa é meio nacionalista. Não é de dar moral para técnicos importados”. Nomes na mesa colocados por analistas deslumbrados, que nunca jogaram nem bola de gude, quanto mais futebol, seguramente ficarão honrados com prováveis convites. E o custo financeiro de tanta baboseira? Carlos Lancelotti e Pepe Guardiola, citados nas tolas, açodadas e desnecessárias especulações, comandam times milionários e campeões, pela ordem, na Espanha e na Inglaterra. Duvido que trocariam o certo, a fama,  o luxo e  salários milionários, pela seleção brasileira. Com elencos fantásticos que ambos dispõem, até eu,  boleiro de 78 anos, ficaria entediado de ganhar campeonatos e encher o cofrinho de tanta grana. O futebol brasileiro tem excelentes treinadores. Experientes e vitoriosos no ofício. Não devem nada, em táticas e técnicas de futebol a nenhum famoso e badalado técnico estrangeiro. Cito dois deles, Dorival Junior e Fernando Diniz. Eternos craques, como Rivaldo e Gerson, são contrários a colossal bobagem.
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