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15 de abril de 2026
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    • Luis PimentelCresceu e teve sua formação básica na cidade de Feira de Santana de onde mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar teatro. Ali, contudo, dedicou-se ao jornalismo e à literatura.[2] Trabalhou em várias publicações e jornais, como O Pasquim (1976-1977), na Mad do Brasil, Última Hora, O Dia e outros.[2] Como escritor, é autor de dezenas de obras, em vários estilos, e dedicadas aos públicos infantil ou adulto, além das biografias de Wilson Batista[3] e Luiz Gonzaga,[4] havendo ganho vários prêmios literários. Foi, ainda, roteirista em programas de humor da televisão, como Escolinha do Professor Raimundo.[2] Seu trabalho também é voltado para a música do Brasil, havendo editado a revista Música Brasileira, que ainda encontra sua versão no meio digital.[2] Coordenou, também, a publicação de Paixão e Ficção – Contos e Causos de Futebol, no qual escreveu um texto, ao lado de figuras como Zico, Armando Nogueira, Aldir Blanc, entre outros.[
    • Luisa CatoiraFormada em  fonoaudiologia no Rio de Janeiro, morou  em São Paulo por 17 anos, onde fez  pós graduações em psicomotricidade, psicanálise, motricidade oral, cursos de especialização em bebê de alto risco, acupuntura sistêmica e auricular. de volta ao Rio de Janeiro, em 2010, fez uma pós em audiologia clinica, para entender como estava o mercado de fonoaudiologia no Rio. Nessa época, entrou em seu consultório, uma atriz, dubladora e locutora, que precisou cuidar da voz, pois teria uma peça no final de semana, várias locuções e dublagens para fazer, mas ficou impedida por ter ficado subitamente rouca. Ela, sendo muito disciplinada, fez tudo o que foi orientado  e, no dia seguinte conseguiu cumprir suas funções vocais. Como era uma pessoa bem famosa, acabou  apresentando Luisa para o mundo da arte, o que  mudou o rumo de  sua vida. A partir daí, fez cursos na área de voz, com as melhores fonoaudiólogas do Brasil, além de 2 cursos em eletroestimulação, laser, ultrassom e uma pós graduação em fisiologia do exercício. Acompanhava as aulas de dublagem que ela dava, deu  várias palestras em cursos de teatro e dublagem e acabou montando um método de trabalho que dura 5 semanas, para trabalhar com…
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Eugenia algorítmica: o risco invisível da estatística como critério de exclusão

Luiz Claudio de Almeida 15 de abril de 2026 3 minutes read
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Por William Rocha –  Sócio do escritório Terra Rocha Advogados, Diretor de Inclusão Digital e Inovação da OAB-RJ – Colunista convidado.
     A ascensão da inteligência artificial e dos sistemas automatizados de decisão revela um fenômeno sensível: a chamada eugênia algorítmica.
     Trata-se do uso de dados e estatísticas para classificar, priorizar ou excluir indivíduos com base em padrões preditivos. Sob a promessa de eficiência e neutralidade, algoritmos passam a influenciar decisões com impacto direto em direitos, acesso a oportunidades e reconhecimento social.
     A lógica parece técnica, mas não é neutra. Sistemas são treinados com bases históricas que refletem desigualdades estruturais. Ao transformar esses dados em critérios decisórios, o algoritmo pode reforçar distorções existentes, convertendo correlações em parâmetros normativos.
     O que se apresenta como objetividade estatística pode, na prática, reproduzir exclusões de forma mais sofisticada.
Nesse cenário, ganha relevância o conceito de discriminação algorítmica, caracterizado pela produção de resultados desiguais por sistemas automatizados, muitas vezes sem intenção explícita.
     Modelos preditivos, ao operarem com probabilidades, tendem a generalizar comportamentos, deslocando a análise do indivíduo para o grupo ao qual ele é associado. É a lógica da estatística substituindo a singularidade.
A chamada eugenia digital manifesta-se em múltiplos contextos: concessão de crédito, processos seletivos, políticas de segurança pública e tecnologias de reconhecimento facial.
      Em todos esses casos, decisões são tomadas com base em perfis de risco, o que pode levar à exclusão indireta de determinados grupos.
      A discriminação, nesse modelo, não é declarada — é inferida. Um dos pontos mais críticos é a chamada autoridade algorítmica. Há uma tendência crescente de atribuir maior confiabilidade a decisões automatizadas, como se fossem intrinsecamente imparciais.
     No entanto, algoritmos não eliminam vieses, apenas os reorganizam em linguagem matemática. A opacidade desses sistemas dificulta a identificação de falhas, tornando a discriminação menos visível e mais difícil de contestar.
Por outro lado, não se pode ignorar o potencial positivo das estatísticas.            Métricas bem aplicadas podem revelar desigualdades e orientar políticas públicas mais justas. O campo da justiça algorítmica propõe exatamente isso: utilizar dados para corrigir distorções, e não para legitimá-las. Auditorias, critérios de equidade e mecanismos de transparência são instrumentos essenciais nesse processo.
O desafio jurídico é evidente. A regulação precisa ir além da técnica e alcançar a governança dos dados. No Brasil, a LGPD já oferece fundamentos importantes, como os princípios da finalidade, necessidade e não discriminação.
       Contudo, sua efetividade depende da incorporação desses valores no desenho dos sistemas, e não apenas na sua fiscalização posterior.
A eugênia algorítmica não é um projeto declarado, mas um risco estrutural. Quando estatísticas são utilizadas sem critérios éticos, tornam-se instrumentos de exclusão silenciosa.
        Quando bem aplicadas, podem iluminar injustiças e promover inclusão.

        O futuro da inteligência artificial, portanto, não será definido apenas pela inovação tecnológica, mas pela capacidade de transformar dados em justiça.

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Luiz Claudio de Almeida

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