
Dependendo do estrategista Golbery do Couto e Silva haveria copa do mundo de futebol todo ano e carnaval várias vezes por ano. Copa do mundo e carnaval as válvulas de escape do povo. Com copa e carnaval os graves problemas da Pátria são esquecidos. Copa do mundo será em julho. Eleições em outubro. Tempo de sobra para candidatos se fantasiarem de vibrantes torcedores. Camisas da seleção serão vendidas aos montes, para alegria dos comerciantes e camelôs. Brasil finalmente conquistando o sonhado hexa, façanha nada fácil, candidatos a Presidente da República vão disputar no tapa e safanões, o direito de ser aquele que nunca negou apoio moral e financeiro aos craques da almejada conquista. Mas o clima de euforia que deverá tomar conta do país, não alcança os jogadores da seleção. A safra é fraca. Adversários não respeitam mais a seleção brasileira como antigamente. A torcida sabia de cor a escalação da seleção principal. Hoje a seleção é repleta de atletas razoáveis, bons apenas em clubes. A amarelinha pesa. Muita quantidade, pouca qualidade. Nao temos mais monstros sagrados ccomo Pelé, Tostão, Zico, Gerson, Rivelino, Garrincha, Didi, NIlton Santos, Zito, Romário ou Zagalo. Craques que encantavam estádios do mundo inteiro. Jogadores com personalidade. Sem tatuagens pelos corpo, brincos, cabelos pintados e carros milionários na garagem. Antigamente os craques notáveis primeiro jogavam para ganhar. Depois, sim, cobravam, exigiam merecidos prêmios pela conquistas. O técnico atual, o italiano Carlos Ancelotti, chegou cheio de marra. Dono do Brasil. Ainda não ganhou nada. Mas já exige renovação do contrato. Seria cretino se não fosse gaiato e patético. Caso não traga o hexa na bagagem, seria mais prudente que Ancelotti não volte ao Brasil. Do aeroporto mesmo retorne a itália.




