Noca da Portela, com Beth Carvalho, João Nogueira e Zé Keti
Deputado federal por oito mandatos consecutivos, constituinte de 1988 e ex-ministro, Miro Teixeira – filiado, atualmente, ao PDT- lamentou a morte do amigo, Noca da Portela.

Em 1984, Miro Teixeira aproximou o sambista Noca da Portela, amigo de muitas décadas, de Ulysses Guimarães, presidente do PMDB, na época da campanha das Diretas Já, e, também, de Tancredo Neves, que, em janeiro de 1985, foi o candidato da oposição e venceu as eleições indiretas para a presidência da República.
“Noca sempre esteve engajado na luta contra a ditadura militar. Pela oposição ao regime. Eu conhecia bem a qualidade do trabalho dele e o samba “Virada” surgiu de uma sugestão minha e do doutor Ulysses Guimarães. Noca compôs uma obra-prima. O Hino das Diretas, gravado por Beth Carvalho, entre outros intérpretes, foi cantado nos palanques, nos bares, nos comícios, nas quadras de escolas de samba . Eu conheci Noca da Portela nos anos 70, na quadra da Portela, antes de me tornar deputado federal. Ainda era, somente, um jornalista. Um lutador pela democracia. Ao doutor Ulysses Guimarães, Noca disse, uma vez, que tinha nojo da ditadura. E, essa expressão foi, muitas vezes, repetida por Ulysses Guimarães, apelidado de “Senhor Diretas”, em seus discursos . A frase de Noca foi a melhor síntese dos sentimentos de milhões de pessoas reunidas nas ruas. Como diz o samba, “morre o homem, fica a fama. E, a saudade. Noca foi famoso por defender a democracia”, disse Miro Teixeira.
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