
Por Henrique Pinheiro – Economista e produtor executivo do documentário “Terra Revolta-João Pinheiro Neto”, autor de “Crônicas de um Mercado sem Pudor” – Colunista convidado.
“Juscelino, uma História de Amor”, escrito por João Pinheiro Neto e publicado pela Editora Mauad em 1994, surpreendeu ao humanizar a figura do “Presidente Bossa Nova”.
Após mais de 25 anos de convivência com JK, meu pai revelou pela primeira vez a longa relação amorosa de Juscelino com Lucia Pedroso. Segundo relata no livro, no dia 22 de agosto de 1976, data do trágico acidente, JK estaria indo ao encontro dela.
Após a colisão fatal, teria sido encontrada uma pequena caderneta manchada de sangue, com anotações íntimas e referências cifradas ao relacionamento.
O lançamento do livro criou um mal-estar com Dona Sarah e Márcia Kubitschek, que ainda estavam vivas na época.
Após mais de 25 anos de convivência com JK, meu pai revelou pela primeira vez a longa relação amorosa de Juscelino com Lucia Pedroso. Segundo relata no livro, no dia 22 de agosto de 1976, data do trágico acidente, JK estaria indo ao encontro dela.
Após a colisão fatal, teria sido encontrada uma pequena caderneta manchada de sangue, com anotações íntimas e referências cifradas ao relacionamento.
O lançamento do livro criou um mal-estar com Dona Sarah e Márcia Kubitschek, que ainda estavam vivas na época.
Era compreensível. Meu pai abordava um tema extremamente delicado envolvendo uma das figuras mais queridas da história brasileira.
Mas, nos bastidores políticos, a relação de JK com Lucia Pedroso já era conhecida por muita gente próxima. A diferença é que, pela primeira vez, alguém colocou aquilo no papel de forma aberta.
Meu pai nunca escreveu para atacar a memória de JK ou diminuir sua grandeza política. Pelo contrário.
Mas, nos bastidores políticos, a relação de JK com Lucia Pedroso já era conhecida por muita gente próxima. A diferença é que, pela primeira vez, alguém colocou aquilo no papel de forma aberta.
Meu pai nunca escreveu para atacar a memória de JK ou diminuir sua grandeza política. Pelo contrário.
A intenção era mostrar um Juscelino humano, de carne e osso, capaz de amar intensamente enquanto construía sua própria história política e afetiva.
O livro gerou enorme polêmica nos anos 90. Mas, em 2002, a própria Lucia Pedroso rompeu o silêncio em entrevista à revista IstoÉ, transformando em documento público aquilo que durante décadas circulava apenas nos bastidores políticos.
Meu pai tinha uma visão muito clara sobre figuras públicas.
O livro gerou enorme polêmica nos anos 90. Mas, em 2002, a própria Lucia Pedroso rompeu o silêncio em entrevista à revista IstoÉ, transformando em documento público aquilo que durante décadas circulava apenas nos bastidores políticos.
Meu pai tinha uma visão muito clara sobre figuras públicas.
Entendia que líderes eleitos também fazem parte da história humana do país. Para ele, mostrar um JK real, com virtudes, paixões e fragilidades, não diminuía sua importância histórica. Talvez a tornasse ainda maior.




