
Donna é uma jovem poeta que faz “versos de terror como vingança”. Durante o enterro de um amigo da família, ela reencontra um homem de olhos violeta que a impressionara 20 anos antes. Ele é João, editor sofisticado que propõe publicar seus poemas… e algo mais. À medida em que o relacionamento se desenvolve, ela descobre que João não é exatamente o que parece. Essa constatação leva a poeta a escrever um novo livro, tendo como personagens centrais Ella e Yon, um vampiro a quem é apresentada numa missa de sétimo dia. O triângulo completa-se com seu Lobisomem de estimação, um pintor corpulento e peludo que vê espíritos e teme assombrações.
Essa é a premissa de “O Vampiro Cotidiano”, novo livro da cineasta e escritora Maria Letícia, e o primeiro para o público adulto. Numa proposta que envolve metalinguagem, sarcasmo e referências à literatura de terror e clássica, a obra traz ilustrações de Mixel e, na quarta capa, texto do dramaturgo e tradutor Roberto Athayde, O lançamento aconteceu no dia 12 de junho, sexta-feira, na
Maria Letícia constrói uma prosa que, através de expressões e gírias correntes, oscila entre o coloquial carioca e o erudito, presente nas citações em latim e em referências à mitologia clássica. A partir disso, a autora cria uma persona literária irônica, sensual com referências à estética punk. A narradora é poeta, e sua relação com a linguagem é visceral: “Eu faço versos quando estou numa de horror, como vingança mesmo”, pontua ela.
Confira como foi o lançamento nas fotos de Marco Rodrigues.
































