
Não foi fácil, mas driblei redações, redes sociais, plataformas e a famosa X, para conseguir, em primeira mão, a carta original de Bolsonaro para o filho Flávio. Usei toda a experiencia de repórter “bombril”, aquele de múltiplas utilidades. A caligrafia do ex-capitão é confusa, com palavrões, alguns tão cabeludos de fazer corar o Papa. Se fosse letra bonita, com bom português, não seria o velho Jair. O amoroso texto deverá alcançar muitos corações, porque como se diz a boca pequena, pai é pai. É marcante a preocupação de Bolsonaro com o filho trapalhão. Bolsonaro tem defeitos. Mas é inegável o carinho que tem pelos filhos. Vamos a histórica carta: “Porra, Flávio, você não para de fazer cagadas. Fico feliz que você tem meu sangue de batalhador, mas não exagera. Tua candidatura está uma merda. Só é destaque na imprensa quando você faz gol contra. Teu irmão, Eduardo é outro babaca. Bota puta banca de gostosão nos Estados Unidos, mas não passa de puxa saco do meu amigo Trump. Vocês dois e mais o estúpido do Paulo Figueredo só me dão desgostos. Puta que pariu, tentem andar nos trilhos. Respeitem o tempo que ainda tenho de vida. O filho da puta do Lula vai deitar e rolar na televisão com tuas asneiras. Cacete, te manca. Ver se acerta uma. Tente me encher de orgulho. Ando cansado. Você sabe. Proibido de sair para comer pastel com caldo de cana, andar de moto ski. Abraçar os doidos bolsonaristas. Tenho saudades das passeatas com motos. Xandão é escroto. Acabou com o pouco de alegria que tinha. Vê se te manca, Flávio e procura andar direito. Larga a Michele de mão. Meu candidato é você. Mas para de fazer merda. Não tenho dormido direito. Beijos do pai que te ama, Jair. Brasília, 11 de julho”.






