
Por Henrique Pinheiro – Economista, produtor executivo do documentário Terra Revolta, autor de “Crônicas de um Mercado sem Pudor”, organiza “Crônicas que nunca contaram na escola” e a série “Entre Duas Cidades” – Colunista convidado.
Brasília, 1963.
João Goulart havia recuperado os poderes da Presidência após a esmagadora vitória no plebiscito de janeiro.
O Plano Trienal, elaborado por Celso Furtado para conciliar estabilização econômica e desenvolvimento, perdia força diante das pressões políticas e sociais.
Foi nesse ambiente que as Reformas de Base passaram progressivamente para o centro da estratégia de Jango.
Não eram uma invenção de última hora. Vinham sendo discutidas havia anos por trabalhistas, nacionalistas, economistas, intelectuais e movimentos sociais.
Reformas agrária, bancária, tributária., urbana, educacional, eleitoral, administrativa.
O objetivo era o de enfrentar estruturas que mantinham milhões de brasileiros à margem do desenvolvimento econômico e da participação política.
Mas, uma delas provocava uma reação muito maior. A reforma agrária.
Meu pai, João Pinheiro Neto, que em setembro de 1962, aos 33 anos, havia assumido o Ministério do Trabalho e Previdência Social durante o governo parlamentarista de Jango, foi chamado novamente a participar do governo.
Desta vez, a tarefa era muito mais árdua.
Em 1963, assumiu a presidência da SUPRA, Superintendência de Política Agrária, autarquia federal responsável pela política agrária.
Coube a ele preparar um projeto nacional de desapropriação de terras, uma das peças centrais para colocar a reforma agrária em prática.
A partir daquele momento, os holofotes se voltaram para João Pinheiro Neto.
Mal ele sabia que, ao aceitar aquela missão, estaria entrando no olho do furacão.
Meu pai dizia que todas as Reformas de Base eram importantes. Mas a reforma agrária era a mais fácil de ser usada pelos adversários do governo para mobilizar o medo.
O Brasil se industrializava, mas a terra continuava concentrada nas mãos de poucos.
Mexer nessa estrutura significava atingir interesses econômicos e políticos profundamente enraizados.
Todas eram importantes. Mas foi na reforma agrária que os adversários de Jango escolheram travar a batalha decisiva.
Foto ( Acervo): João Goulart, em entrevista a jornalistas, com seu secretário de imprensa, Raul Ryff, assessores e oficiais de gabinete.
O Plano Trienal, elaborado por Celso Furtado para conciliar estabilização econômica e desenvolvimento, perdia força diante das pressões políticas e sociais.
Foi nesse ambiente que as Reformas de Base passaram progressivamente para o centro da estratégia de Jango.
Não eram uma invenção de última hora. Vinham sendo discutidas havia anos por trabalhistas, nacionalistas, economistas, intelectuais e movimentos sociais.
Reformas agrária, bancária,
O objetivo era o de enfrentar estruturas que mantinham milhões de brasileiros à margem do desenvolvimento econômico e da participação política.
Mas, uma delas provocava uma reação muito maior. A reforma agrária.
Meu pai, João Pinheiro Neto, que em setembro de 1962, aos 33 anos, havia assumido o Ministério do Trabalho e Previdência Social durante o governo parlamentarista de Jango, foi chamado novamente a participar do governo.
Desta vez, a tarefa era muito mais árdua.
Em 1963, assumiu a presidência da SUPRA, Superintendência de Política Agrária, autarquia federal responsável pela política agrária.
Coube a ele preparar um projeto nacional de desapropriação de terras, uma das peças centrais para colocar a reforma agrária em prática.
A partir daquele momento, os holofotes se voltaram para João Pinheiro Neto.
Mal ele sabia que, ao aceitar aquela missão, estaria entrando no olho do furacão.
Meu pai dizia que todas as Reformas de Base eram importantes. Mas a reforma agrária era a mais fácil de ser usada pelos adversários do governo para mobilizar o medo.
O Brasil se industrializava, mas a terra continuava concentrada nas mãos de poucos.
Mexer nessa estrutura significava atingir interesses econômicos e políticos profundamente enraizados.
Todas eram importantes. Mas foi na reforma agrária que os adversários de Jango escolheram travar a batalha decisiva.
Foto ( Acervo): João Goulart, em entrevista a jornalistas, com seu secretário de imprensa, Raul Ryff, assessores e oficiais de gabinete.





