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    • Alex Cabral SilvaAlex Cabral Silva é petropolitano, vascaíno, jornalista e contista. Estudou roteiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro e é colaborador de longa data do JP Revistas. É autor da coletânea de contos Na Altura dos Olhos, lançada pela Editora Primata.
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    • Lu CatoiraJornalista e consultora de Moda
    • Luis PimentelCresceu e teve sua formação básica na cidade de Feira de Santana de onde mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar teatro. Ali, contudo, dedicou-se ao jornalismo e à literatura.[2] Trabalhou em várias publicações e jornais, como O Pasquim (1976-1977), na Mad do Brasil, Última Hora, O Dia e outros.[2] Como escritor, é autor de dezenas de obras, em vários estilos, e dedicadas aos públicos infantil ou adulto, além das biografias de Wilson Batista[3] e Luiz Gonzaga,[4] havendo ganho vários prêmios literários. Foi, ainda, roteirista em programas de humor da televisão, como Escolinha do Professor Raimundo.[2] Seu trabalho também é voltado para a música do Brasil, havendo editado a revista Música Brasileira, que ainda encontra sua versão no meio digital.[2] Coordenou, também, a publicação de Paixão e Ficção – Contos e Causos de Futebol, no qual escreveu um texto, ao lado de figuras como Zico, Armando Nogueira, Aldir Blanc, entre outros.[
    • Luisa CatoiraFormada em  fonoaudiologia no Rio de Janeiro, morou  em São Paulo por 17 anos, onde fez  pós graduações em psicomotricidade, psicanálise, motricidade oral, cursos de especialização em bebê de alto risco, acupuntura sistêmica e auricular. de volta ao Rio de Janeiro, em 2010, fez uma pós em audiologia clinica, para entender como estava o mercado de fonoaudiologia no Rio. Nessa época, entrou em seu consultório, uma atriz, dubladora e locutora, que precisou cuidar da voz, pois teria uma peça no final de semana, várias locuções e dublagens para fazer, mas ficou impedida por ter ficado subitamente rouca. Ela, sendo muito disciplinada, fez tudo o que foi orientado  e, no dia seguinte conseguiu cumprir suas funções vocais. Como era uma pessoa bem famosa, acabou  apresentando Luisa para o mundo da arte, o que  mudou o rumo de  sua vida. A partir daí, fez cursos na área de voz, com as melhores fonoaudiólogas do Brasil, além de 2 cursos em eletroestimulação, laser, ultrassom e uma pós graduação em fisiologia do exercício. Acompanhava as aulas de dublagem que ela dava, deu  várias palestras em cursos de teatro e dublagem e acabou montando um método de trabalho que dura 5 semanas, para trabalhar com…
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Vinte anos em um dia

Alex Cabral Silva 25 de setembro de 2024 4 minutes read
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É muito difícil para a chamada Geração Z, compreender um mundo não digitalizado. Uma vida offline na maior parte do tempo e de mensagens escritas em letra cursiva, numa agenda que também poderia ser um diário. Por mais que filmes e séries ajudem a contar sobre os dias em que não estávamos a olhar para a própria mão, um fato real, ainda é a melhor opção para educar sobre uma determinada época.

Há mais de vinte anos, os telejornais brasileiros eram tomados pela notícia do desaparecimento de Priscila Belfort. A repercussão desse caso e o impacto na mídia é revisitado na minissérie documental que acaba de chegar no Disney +. Volta Priscila costura detalhes de um trauma. Vista pela última vez na região central da cidade do Rio de Janeiro, onde trabalhava, muito se disse sobre o que poderia ter acontecido com ela, desde então. Foram inúmeras denúncias e atitudes questionáveis, por parte da polícia, segundo familiares da vítima, que fizeram desse mistério um luto mais severo ainda de se viver. Em 2004, os telefones celulares ainda cumpriam sua função inicial. E as câmeras de monitoramento pela cidade, não estavam no volume farto de se flagrar, nos dias de hoje. Tudo o que se sabe é essencialmente sustentado pelo o que alguém viu, ouviu e contou. Logo, desde os primeiros meses após o último dia de contato da vítima com sua família, esse caso passou a acumular relatos oriundos de diversos lugares do país. Ligações anônimas apontando o paradeiro da jovem e com quem ela estaria, inundaram a central carioca do Disque Denúncia. Os caminhos apontados como os possíveis para se elucidar o que aconteceu com Priscila passaram a ocupar um tabuleiro em que a família e os investigadores pareciam sempre voltar para trás, com o passar dos anos. Programas policialescos e de fofocas tomaram a frente na cobertura, contribuindo para mais especulações e questionamentos. E toda vez que uma resposta se desenhava mais a frente, uma reviravolta empurrava a chance de se descobrir o que de fato aconteceu. A família, amigas, jornalistas e, quem mais acompanhou esse processo de perto, depõem sobre momentos cruciais para a investigação desse caso ainda em aberto.

Volta Priscila é um recorte repleto de detalhes de toda a vida de uma jovem até o seu desaparecimento. Desabafos e pensamentos íntimos, escritos à mão, contam como ela estava e se sentia desde a adolescência. Suas pinturas e vídeos caseiros da família, são a chance de olhar o que ela observava à sua volta, assim como, era vista pelos mais próximos. E suas palavras, externadas num diário, contribuem para tentar entender como estava, às vésperas de seu sumiço. A infância com o irmão mais novo, o lutador de MMA Vitor Belfort e como lidou com a separação dos pais é partilhada por amigas e familiares da jovem desaparecida aos 29 anos. Seu passado é relembrado ao longo de quatro capítulos. Os meses que antecedem a fatídica data de 9 de janeiro de 2004, são revisitados como um gesto em busca de uma explicação para o que a polícia não foi capaz de esclarecer. No desabafo de sua mãe, entende-se que os vinte anos passados estão todos dentro de um único dia. O conforto que uma resposta aguardada há tanto tempo traria, segue distante. Se a universitária partiu por conta própria, se foi levada refém ou se foi assassinada, se mantém em aberto num tempo que passa sem a possibilidade de uma cicatrização para os seus familiares.

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