
JP – Qual é o tema principal da peça?
A peça fala sobre muitas questões que partem de um pouco da minha história, um tanto de criação, pra pensar nas relações pai, filho, avô; pensar sobre a paternidade de hoje, ontem e amanha, por que não? Olhar pras heranças estruturais que carregamos sem perceber. Esse é meu primeiro solo e isso por si só já é mega desafiador; e pensar um assunto tão urgente, é uma responsa!
JP – Quando você começou a se interessar pelas artes cênicas?
Eu comecei a fazer teatro meio tarde, quando tinha 18 anos. Na verdade minha relação inicial com o teatro foi péssima, eu fui com q escola assistir uma peça e odiei. Era muito ruim. Nunca mais voltei. Com.18 anos um amigo, o Zoia estava fazendo um curso de teatro e me falou: Você não disse que quer perder a timidez? Não quer fazer também? Eu, primeiro desdenhei, mas um minuto depois, eu comecei a fazer perguntas, ele foi respondendo e quando vi, já estava dentro do teatro Ziembinski me divertindo ao fazer uma cena.
JP – Como se deu a sua formação?
Me formei no profissionalizante da Cal em 2002, sou bacharel em teatro tb pela faculdade Cal e cursei a pós graduação Artes da Cena na UFRJ e já tô na estrada da arte a algum tempinho.
JP – Quais são as suas referencias (teóricas e práticas) no campo das artes cênicas?
Muitas referências. A Artesanal cia de teatro, cia que já estou desde 2007, sem dúvida é uma enorme referência. Referências como os trabalhos do Jefferson Miranda, um artista que eu eu admiro miito; outra referência é o diretor francês Vincent Macaigne com quem trabalhei a um tempo atrás.
JP – Como se deu a sua inserção na Artesanal Cia. de Teatro?
Em 2007 na peça Pequenas histórias do mundo. De lá pra ca, participei de muitos trabalhos na companhia: O gigante egoísta, Tatá, o travesseiro e Azul, espetáculo premiado com os troféus APTR no Rio de Janeiro e Apca em São Paulo.
JP – Você tem uma tradição de atuar com bonecos. Como se dá o trabalho com bonecos numa peça teatral?
Desde que entrei na Artesanal, aprendi a manipular e entender o universo do teatro de animação e suas diversas ramificações. Em Uma carta para meus netos temos duas bonitas cenas que podemos ver a animação em cena.
JP – Quais são os seus planos futuros?
Quero rodar muito com este trabalho, acho que é um trabalho que tem camadas que trazem assuntos a meu ver urgentes que precisamos pensar e refletir. Quero também trabalhar mais no audiovisual, tenho me dedicado a isso .





