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    • Luis PimentelCresceu e teve sua formação básica na cidade de Feira de Santana de onde mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar teatro. Ali, contudo, dedicou-se ao jornalismo e à literatura.[2] Trabalhou em várias publicações e jornais, como O Pasquim (1976-1977), na Mad do Brasil, Última Hora, O Dia e outros.[2] Como escritor, é autor de dezenas de obras, em vários estilos, e dedicadas aos públicos infantil ou adulto, além das biografias de Wilson Batista[3] e Luiz Gonzaga,[4] havendo ganho vários prêmios literários. Foi, ainda, roteirista em programas de humor da televisão, como Escolinha do Professor Raimundo.[2] Seu trabalho também é voltado para a música do Brasil, havendo editado a revista Música Brasileira, que ainda encontra sua versão no meio digital.[2] Coordenou, também, a publicação de Paixão e Ficção – Contos e Causos de Futebol, no qual escreveu um texto, ao lado de figuras como Zico, Armando Nogueira, Aldir Blanc, entre outros.[
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Bate-papo exclusivo com o ator Tata Oliveira

Luiz Claudio de Almeida 29 de janeiro de 2026 4 minutes read
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O idealizador, dramaturgo, ator e diretor Tata Oliveira  é o meu convidado dessa semana. Ao 46 anos, formado pela CAL (2002) com mestrado pela UFRJ. Integrante da premiada Artesanal Cia de Teatro desde 2007 (destaque para o espetáculo Azul), Oliveira tem sólida carreira no teatro, audiovisual e TV. Em nosso bate-papo ele fala entre outras coisa sobre o seu primeiro solo, “Cartas aos Meus Netos”, que mistura autobiografia e ficção, teatro de objetos e bonecos para lançar um olhar sobre paternidade, masculinidade e heranças emocionais.
Confira!
JP –  Olá Tatá! Como surgiu o projeto da peça “Uma Carta para Meus Netos”?Uma carta para meus netos surgiu de modo muito natural e espontâneo. Tudo começou em 2018 quando eu estava cursando o Bacharelado da faculdade de teatro, a Cal. Numa das matérias a professora Cláudia Mele pediu a criação de uma cena/performance como prova de sua matéria. Pois bem, eu criei uma cena que foi tão legal que os meus colegas de sala me falavam: escreve esse projeto, faz uma peça partindo da cena. Foi o que fiz. Escrevi um projeto e enviei para diversos programadores, mas nada avançou. Eu participei de dois festivais de esquetes e pude testar coisas. Em 2025 recebi o convite do Sesc para retomar esse projeto e assim nasceu o projeto. Muito feliz e honrado com essa oportunidade.

JP –  Qual é o tema principal da peça?

A peça fala sobre muitas questões que partem de um pouco da minha história, um tanto de criação, pra pensar nas relações pai, filho, avô; pensar sobre a paternidade de hoje, ontem e amanha, por que não? Olhar pras heranças estruturais que carregamos sem perceber. Esse é meu primeiro solo e isso por si só já é mega desafiador; e pensar um assunto tão urgente, é uma responsa!

JP –  Quando você começou a se interessar pelas artes cênicas?

Eu comecei a fazer teatro meio tarde, quando tinha 18 anos. Na verdade minha relação inicial com o teatro foi péssima, eu fui com q escola assistir uma peça e odiei. Era muito ruim. Nunca mais voltei. Com.18 anos um amigo, o Zoia estava fazendo um curso de teatro e me falou: Você não disse que quer perder a timidez? Não quer fazer também? Eu, primeiro desdenhei, mas um minuto depois, eu comecei a fazer perguntas, ele foi respondendo e quando vi, já estava dentro do teatro Ziembinski me divertindo ao fazer uma cena.

JP –  Como se deu a sua formação?

Me formei no profissionalizante da Cal em 2002, sou bacharel em teatro tb pela faculdade Cal e cursei a pós graduação Artes da Cena na UFRJ e já tô na estrada da arte a algum tempinho.

JP –  Quais são as suas referencias (teóricas e práticas) no campo das artes cênicas?

Muitas referências. A Artesanal cia de teatro, cia que já estou desde 2007, sem dúvida é uma enorme referência. Referências como os trabalhos do Jefferson Miranda, um artista que eu eu admiro miito; outra referência é o diretor francês Vincent Macaigne com quem trabalhei a um tempo atrás.

JP –  Como se deu a sua inserção na Artesanal Cia. de Teatro?

Em 2007 na peça Pequenas histórias do mundo. De lá pra ca, participei de muitos trabalhos na companhia: O gigante egoísta, Tatá, o travesseiro e Azul, espetáculo premiado com os troféus APTR no Rio de Janeiro e Apca em São Paulo.

JP –  Você tem uma tradição de atuar com bonecos. Como se dá o trabalho com bonecos numa peça teatral?

Desde que entrei na Artesanal, aprendi a manipular e entender o universo do teatro de animação e suas diversas ramificações. Em Uma carta para meus netos temos duas bonitas cenas que podemos ver a animação em cena.

JP –  Quais são os seus planos futuros?

Quero rodar muito com este trabalho, acho que é um trabalho que tem camadas que trazem assuntos a meu ver urgentes que precisamos pensar e refletir. Quero também trabalhar mais no audiovisual, tenho me dedicado a isso .

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