
Foto Alexandre Loureiro/Riotur
Por Henrique Pinheiro – Economista e produtor executivo de cinema – Colunista convidado.
O Carnaval nunca foi neutro, nem silêncio confortável, nem decoração vazia.
O desfile da Acadêmicos de Niterói reafirmou essa tradição com coragem estética. Houve beleza, técnica, narrativa consistente.
Mas, sobretudo, houve liberdade.
Alguns, preferiram rotular como provocação.
O desfile da Acadêmicos de Niterói reafirmou essa tradição com coragem estética. Houve beleza, técnica, narrativa consistente.
Mas, sobretudo, houve liberdade.
Alguns, preferiram rotular como provocação.
Outros, insinuaram exagero.
Quando a arte incomoda, a reação costuma vir antes da reflexão.
A história brasileira conhece bem esse reflexo. Em outros tempos,
versos eram cortados, peças eram interditadas, canções eram silenciadas.
Sempre em nome da ordem, em nome da moral.
A palavra censura começa assim:
Pequena, justificável, “apenas um ajuste”.
Depois cresce.
O Carnaval, porém, é território da metáfora.
É comentário social em forma de ritmo.
É crítica embalada em harmonia.
Censurá-lo seria amputar sua essência.
O desfile foi claro sem ser panfletário. Foi político sem ser partidário.
Foi crítico sem ser agressivo.
Arte não precisa pedir licença para existir.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva divide opiniões.
Isso é próprio da democracia.
Mas, democracia pressupõe palco livre.
Pressupõe alegoria livre, samba livre.
A chamada mentalidade udenista
ressurge quando a criatividade desafia o conforto. Ela teme o riso inteligente, a ironia, o espelho.
Porque o Carnaval é espelho.
A Acadêmicos de Niterói apenas refletiu o seu tempo.
E, refletir não é crime.
Em um país que já atravessou longos invernos institucionais, qualquer sombra de controle cultural merece vigilância democrática.
A avenida não atacou.Interpretou.
Não dividiu. Expressou.
Quando a arte incomoda, a reação costuma vir antes da reflexão.
A história brasileira conhece bem esse reflexo. Em outros tempos,
versos eram cortados, peças eram interditadas, canções eram silenciadas.
Sempre em nome da ordem, em nome da moral.
A palavra censura começa assim:
Pequena, justificável, “apenas um ajuste”.
Depois cresce.
O Carnaval, porém, é território da metáfora.
É comentário social em forma de ritmo.
É crítica embalada em harmonia.
Censurá-lo seria amputar sua essência.
O desfile foi claro sem ser panfletário. Foi político sem ser partidário.
Foi crítico sem ser agressivo.
Arte não precisa pedir licença para existir.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva divide opiniões.
Isso é próprio da democracia.
Mas, democracia pressupõe palco livre.
Pressupõe alegoria livre, samba livre.
A chamada mentalidade udenista
ressurge quando a criatividade desafia o conforto. Ela teme o riso inteligente, a ironia, o espelho.
Porque o Carnaval é espelho.
A Acadêmicos de Niterói apenas refletiu o seu tempo.
E, refletir não é crime.
Em um país que já atravessou longos invernos institucionais, qualquer sombra de controle cultural merece vigilância democrática.
A avenida não atacou.Interpretou.
Não dividiu. Expressou.
E expressão é o primeiro gesto da liberdade. Se houve desconforto,
é sinal de que a arte cumpriu seu papel.
Porque quando a avenida fala sem medo, a democracia respira sem amarras.
é sinal de que a arte cumpriu seu papel.
Porque quando a avenida fala sem medo, a democracia respira sem amarras.




