
O meu convidado dessa semana tem o DNA carioca que é perceptível nos espaços assinados por ele, que atualmente ocupa, com sua equipe, endereço em prédio comercial no coração de Ipanema. Claro, estou falando do arquiteto Joaquim Delaura Meyer.
Formado em Arquitetura & Urbanismo pela Universidade Bennett, em 2006, Joaquim Delaura Meyer abriu o escritório em 2014, depois de anos trabalhando com profissionais renomados da área.
O Studio Meyer Arquitetura visa atender necessidades e expectativas de cada cliente, usando metodologia e estilo próprios, produzindo uma arquitetura particular que aposta na identidade singular da linguagem. Confira!
JP – Olá Joaquim! Quando, quem e com quais objetivos foi criado o escritório Joaquim Delaura Meyer Arquitetura?
O escritório Joaquim Delaura Meyer Arquitetura foi criado em Junho de 2014, portanto completando 12 anos agora.
Criamos o escritório buscando atender a todos que procuram uma excelência na arquitetura, tratando junto a tratar cada projeto de forma única e realizando um atendimento mais humano e pessoal, interessado em cada trabalho de forma particular.
Entramos desde o início do projeto dando uma atenção mais personalizada, (muitas vezes acontece de começarmos até antes do início do projeto, ajudando o cliente na escolha do local ou imóvel) e continuamos durante a execução da obra até o seu término.
JP – Quais são os principais clientes do escritório ?
Procuramos estar em todos ambientes que se pense em arquitetura, desde apartamentos e casa residenciais, a escritórios e lojas. Desde o micro ao macro. Do projeto de um móvel a pensar nas soluções de cidades.
Nossos principais clientes hoje são projetos de apartamentos, casas residenciais e escritórios comerciais.
JP – Quais são os principais projetos que o escritório Joaquim Delaura Meyer Arquitetura vem realizando?
Nos projetos para residências, são casas e apartamentos – cada um com seu estilo de vida
No caso de apartamentos vamos desde os menores (de 75 m2, por exemplo) até 500 m2,
O interessante que vejo aqui é que por não abrimos mão de encarar os desafios que aparecem nos apartamentos menores, quando fazemos os maiores ou casas, cada canto e centímetros são valorizados ao máximo.
JP – Quais são as principais características do fazer arquitetônico presente nos projetos executados pelo Studio?
Vejo como principal característica encarar cada projeto de forma única e especial,
ou seja: fundir a personalidade do cliente com o nosso jeito de fazer arquitetura.
Absorvemos o estilo de vida pessoal de cada um e unimos a nossa identidade única para equilibrar todos os elementos presentes.
O ponto de partida é sempre captar da melhor forma o que nos é exposto na imaginação, desejos e expectativas de cada um que nos procura. Nossa missão é exprimir isso, trazendo a realidade “do fazer”, “do construir” de fato isso.
Onde deve estar sempre presente a busca pelos padrões mais altos e excelentes da arquitetura.
Como a beleza, as boas circulações das pessoas nos espaços, os cheios e vazios, a surpresa, a luz, as texturas, os materiais naturais e a tecnologia, a ventilação natural, as noções acústicas e climáticas, os contrastes, como por exemplo lugares com um pé direito alto nas partes onde vamos permanecer contrapondo com um lugar mais baixo onde apenas passamos. Enfim, é uma série de noções que trazemos ao longo do tempo praticando e nos atualizando..
JP – O que você considera o projeto arquitetônico ideal?
Aquele que une três coisas:
Que o propósito trazido seja atendido; que esteja integrado a uma excelente arquitetura; que tenha beleza e ordem.
JP – Quando você começou a se interessar pela arquitetura?
Acho que desde a infância, talvez aos 7 anos, quando via minha mãe na prancheta projetando casas. Sou filho de arquiteta.
JP – Como se deu a sua formação na área?
Primeiro em casa, vendo minha mãe e tios desenharem. Minha mãe se chama Ana e é sobrinha do Sergio Rodigues, também arquiteto e designer. Eles chegaram a trabalhar juntos. Depois ela montou um escritório/loja com outro tio, chamado Adherbal Serra, que costumava frequentar vezes quando criança. Sempre gostei de desenhar.
Aos 18 anos, fiz um teste para vocação profissional e acredite: deu arquitetura rs.
Então ingressei na Universidede, em 2000, onde paralelamente trabalhava, desde o início, estagiando.
Em 2005 me formei como Arquiteto & Urbanista pela Universidade Bennett no Rio de Janeiro, uma escola clássica na matéria, de longa história.
Após concluídos os estudos, segui trabalhando por mais 10 anos. Ao longo deste tempo obtive muita experiência trabalhando em grandes escritórios de arquitetura, entre eles Bernardes e Jacobsen, RAF e Ouriço arquitetura.
Em junho de 2014, criei meu próprio escritório.
JP – Quais são as suas referências (teóricas e práticas) na área?
Na prática penso que foram os escritórios onde trabalhei: Bernardes e Jacobsen, RAF e Ouriço arquitetura.
E em ver, mais novo, minha mãe desenhando, junto a tios como Sérgio Rodrigues e Adherbal Serra. Quando me formei eles já estavam praticamente aposentados.
JP – Quais são os arquitetos que você mais admira (vivo ou já falecido)?
No Brasil, citarei dois mais antigos que é o Affonso Reidy e os imãos Roberto.
Dos mais atuais que onde tive o prazer de trabalhar: Berandes e Jacobsen
Lá fora independente do tempo, para mim o maior foi Frank Lloyd Wright
JP – Quais são os seus planos futuros?
Gostaria de levar a minha arquitetura para mais lugares no Brasil. Como somos um escritório com sede no Rio, fazemos muita coisa por aqui, ao mesmo tempo penso que este jeito meio carioca até na forma de expressar a arquitetura tem por característica o carisma e bom gosto e pode se expandir em outras frentes..
Também gostaria de pensar para tentar resolver os problemas das favelas e cidades
O problema aqui é sempre o mesmo, esbarrar nos entraves burocratizados e não tão eficientes dos nossos estados.




