
O ator Guilherme Rodio estreou na série documental do Globoplay “Pico dos Marins: O Caso do Escoteiro Marco Aurélio”, dirigida por Marcelo Mesquita e produzida pela Paranoid Filmes. O docudrama conta a história do desaparecimento de Marco Aurélio Simon, um jovem de 15 anos que foi visto pela última vez em 8 de junho de 1985, durante uma expedição ao Pico dos Marins, em Piquete, São Paulo. A família busca pelo paradeiro dele, sem nenhuma pista ou resposta, há 40 anos. A produção é inspirada no podcast de mesmo nome, lançado em 2022 com enorme sucesso de audiência. Na trama, Guilherme interpreta Juan, o chefe dos escoteiros.
Em breve o ator também será visto atuando em dois longas ainda inéditos: “Casarão”, dirigido por Cíntia Domit Bittar, que integrou a vitrine de filmes em pós produção no Fantastic Cuts, do Marché du Film 2025, em Cannes, como o personagem Giovani; e “Furnas Fundas”, com direção de Beto Marquez, uma comédia de terror em que contracena com atores como Eriberto Leão e Otávio Muller. “O Otávio tem uma espontaneidade e uma naturalidade que contagiam. Estar em cena ao lado dele, podendo responder a cada olhar e cada gesto foi mágico!”, diz Guilherme.
O cinema é seu veículo preferido em função do processo colaborativo. Apesar de ser um ator formado nos palcos do teatro, e entender que no teatro é onde o ator tem sua maior autonomia. “Cada pessoa presente num set de filmagem é uma peça pequena e imprescindível de uma máquina mágica de sonhos. O silêncio de toda uma equipe focada na resolução de uma cena, entre um “ação!” e um “corta!”, é um exemplo formidável de como nós humanos podemos cooperar poderosamente uns com os outros”, ressalta ele.
Com quase 20 anos de uma trajetória extensa e versátil, a série “Pico dos Marins”, foi uma virada de chave no olhar de Guilherme para a sua profissão e o entendimento sobre a potência da arte. “Criar um personagem real, em uma situação tão delicada, foi uma experiência de muita responsabilidade que mostra que a arte tem uma função social muito importante e eu acredito que pode ajudar a mudar o desfecho de um caso tão emblemático da história recente do Brasil”, declara o ator.
Foto Julieta Bacchin






