
O chefão do PL e do cofre, Valdemar Costa Neto bateu na mesa. Cansou das infantilidades de dois manjados filiados do partido. Estragaram as férias dele. Voltou uma arara de Miami. Parecem crianças mimadas se mordendo e arranhando pelo melhor pedaço do filé. Valdemar é profissional. Vai trocar tudo. A começar pelas propagandas caras do partido nas televisões. Mandou remover as imagens singelas e alegres de brasileiros pela cruel realidade politica do PL. Melosa e dramática, a madrasta Michele entra em cena, enxugando as lágrimas, com áudio de Waldick Soriano, “eu não sou cachorro não, pra viver tão humilhada, par ser tão desprezada”. Valdemar está decidido. Vai mesmo mostrar as entranhas imundas do rico Partido Liberal. Não vai parar. O azedo Flávio Rachadinha terá hora e vez de pedir desculpas a Michele. Com imagens do Tariflávio arrependido, Reginal Rossi vai tentar convencer que Flávio é decente, cantando “eu não presto, mas eu te amo. Se você brigar novamente eu vou embora”. Valdemar leva fé na nova e milionária propaganda do PL. Confia nas duas letras fortes das duas músicas amadas pelo público. Breve em todos os lares dos brasileiros. Na desesperada tentativa de sensibilizar o eleitor de que o clã Bolsonaro respira amor, Valdemar vai tentar o difícil, pedirá ao ministro Alexandre de Moraes permissão para Jair Bolsonaro, golpista condenado e preso, dar uma palinha na propaganda. Comendo pão com leite condensado, sem xingar ninguém. Mostrando que quem manda no tumultuado clã é ele. Flávio também aparecerá, com apoio da IA, ajoelhado, beijando a mão de Trump e jurando amor eterno ao facínora Daniel Vorcaro. Valdemar vem com tudo. É do ramo. Desta vez a propaganda política do PL não vai escamotear a verdade.






