
A pantomima envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) enche os pacotinhos. Esgota minha paciência. É preciso tolerância dobrada para ler, ouvir e conviver com a oceânica hipocrisia instalada no Brasil. O oportunismo político tomou conta do cotidiano. Candidatos enchem a boca para exigir impeachment de fulano e beltrano. Venais de todos os coturnos berram e vociferam para falar em decência e patriotismo. Não conhecem estas virtudes nem de vista. Seria excelente e confortante se os arrancas rabos entre ministros acabassem com a fome. Que os arroubos de empavonados candidatos a cargos eletivos abaixassem o preço do feijão, da carne e da gasolina. Perto dos 82 anos, meus olhos, alma e retina conheceram crises verdadeiras. As instituições não racharam, permaneceram em pé. Raros são os argumentos sensatos sobre a crise na suprema corte. Quem mais lucra com as denúncias e acusações é um ex-banqueiro ladrão, envolvente e corrupto. Preso, vasando áudios e documentos. Acredita que estimulando brigalhadas entre ministros, acabará em liberdade. Permanecerá preso. Ministros do STF se agridem, se acusam, mas nada mudará no quartel de Abrantes. A confraria da suprema corte juntará os cascos das bofetadas e sobrevirá a mais essa tempestade. Desunião entre os 11 donos da Pátria é para inglês ver. Passadas as eleições, veremos que a maioria esmagadoras dos alucinados candidatos que enchiam a boca e os pulmões contra Moraes, Mendonça, Dino e Nunes, foram rejeitados pelas urnas. Voltarão a suas insignificantes vidas. Ano novo acenando e lembrando que o próximo presidente do Supremo Tribunal Federal será o ministro Alexandre de Moraes.





