Hoje em !Chico Vartulli convida”: entrevista com o médico e escritor Pedro Henrique Miranda
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O meu convidado de hoje é o médico e escritor Pedro Henrique Miranda Fonseca. Com forte atuação na história cultural oitocentista brasileira, Pedro Henrique é membro fundador da Sociedade Brasileira de História da Medicina, além de integrar a Academia Maranhense de Medicina, a Academia Cururupuense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico. Focado no século XIX brasileiro e carioca, publicou obras como “Recortes: colaborações para a imprensa” (2023), “Rio de Janeiro século XIX: algumas achegas” (2024) e “Rio de Janeiro: a urbe oitocentista” (2025), que retrata o cotidiano, a arquitetura e os aspectos sociais da cidade no período, além de assinar crônicas em portais. Ele passeia confortavelmente pela Medicina, pela História, pela Política e pela Literatura. Nosso bate-papo foi maravilhoso. Confira!
JP – Quando despertou em você o interesse pela escrita de livros?
Na adolescência, quando li Monteiro Lobato, Júlio Verne e Hergé das Aventuras de Tintin
JP – Pedro escritor e a Medicina.Como é este paralelo.?
Na verdade correm juntas e misturadas, pois como médico cuidando de pessoas surgem muitas histórias.
JP – Quais são os seus autores preferidos? Justifique.
Entre os brasileiros Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda por estudarem o Brasil profundo. Entre os estrangeiros, em razão da minha paixão por estudos históricos, posso citar: Fernand Braudel, Georges Duby, Philippe Aries, Bárbara Wertheim Tuchman e Peter Gay; Freud e Jung por estudarem a alma humana. Freud privilegiando o sexo e Jung a religião.
JP – Como enxerga os leitores atuais?você acha que a Internet impulsionou a leitura?
Os leitores atuais não gostam de obras volumosas. Acho que a Internet tem potencial para impulsionar a leitura, porém se não encontrar pessoas interessadas não terá sucesso. É necessário gostar e se interessar.
JP – Quais são seus maiores desafios na cultura?
A divulgação. Fazer com que chegue o maior número de pessoas o conhecimento e as artes.
JP – Qual é a tese central do livro de sua autoria, Rio de Janeiro – A Urbe Oitocentista?
Mostrar como era a cidade no século XIX, quando ela atingiu o seu apogeu. Pode-se dizer que o século XIX foi carioca, assim como o XVIII foi mineiro, o XVII baiano e XVI pernambucano.
JP – Como era a cidade do Rio de Janeiro no século XIX?
Uma verdadeira síntese do Brasil , com uma natureza exuberante, mas também com problemas urbanos, mazelas, trânsito caótico, enchentes e uma enorme desigualdade social.
JP – Quais são seus projetos futuros?
Estudar a riquíssima iconografia carioca oitocentista. Trata-se de um projeto coletivo com o designer Romildo Gomes e os jornalistas Giordano Bruno Celleghin e Isabel Gonçalves.


