6 de outubro de 2022

“Homenagens”. Esse é o título do CD que Noca da Portela lança no próximo dia 16 de outubro, domingo, no Renascença Clube,  Andaraí. As homenagens a que o artista se refere podem ser a lugares – a Minas Gerais natal, o Rio de Janeiro que adotou como seu, Bahia, São Paulo e Brasília –, assim como pode ser aos parceiros – como Nelson Cavaquinho, Dona Ivone Lara e o acadêmico imortal Arnaldo Niskier –, a famosos e desconhecidos – caso de Tia Surica e do idoso que se exercita diariamente no entorno do Engenhão –, ou mesmo ao próprio samba, que festeja seu centenário e ao qual Noca agradece: “Tudo o que a vida me deu eu devo ao samba”. Mas a verdade é que, para o fã que se delicia ouvindo o CD, quem merece toda e qualquer homenagem é o próprio Noca da Portela.

Aos 83 anos de idade e 62 anos de samba, o cantor e compositor merece mesmo ser reverenciado. E é justamente isso que faz Martinho da Vila na apresentação do trabalho: “Noca é um artista muito atuante. Com sambas de enredo seus,  várias escolas já desfilaram – Irmãos Unidos do Catete, Paraíso do Tuiuti, Portela… Suas músicas carnavalescas embalaram inúmeros desfiles de grandes blocos – Barbas, Simpatia É Quase Amor, Cacique de Ramos…”

São mais de 400 sambas inéditos guardados, 15 dos quais saíram da gaveta e acabam de ser gravados pelo autor sob a regência e com os arranjos de Mauro Diniz. Além dos parceiros famosos, há também as pratas da casa: os netos Danielle Vilela, com quem compôs o tão atual samba “Direitos da mulher”, e Diogão Pereira, presente nos créditos de “Obrigado meu samba” (ao lado também de Sergio Fonseca) e “Abraço afro” (ainda com Rafael Massoto), samba que Noca dedicou a todos os negros do mundo – citando ícones como Martin Luther King, Nelson Mandela e Zumbi; e outros nomes do samba, caso de Paulo da Portela, Alcione, Leci Brandão e Teresa Cristina.

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