1 de dezembro de 2022

No dia 10, o Museu Histórico Nacional inaugura a exposição “Entre os cheiros da história”, com uma instalação olfativa da premiada artista paulistana Josely Carvalho. Criada especialmente para o Museu, a exposição pretende contar a história através dos cheiros, das sensações e lembranças que os odores nos remetem. Invisível aos olhos, a instalação será feita em canhões datados entre os séculos XVI e XX.

Pioneira na utilização de cheiros em obras de arte no Brasil, Josely Carvalho utiliza o olfato em suas obras desde a década de 1980, como um “resgate da memória”, mas esta será a primeira vez que a artista fará uma instalação totalmente olfativa. Em 20 dos 46 canhões do pátio do museu, a artista introduzirá cápsulas com 15 cheiros criados por ela em parceria com a Givaudan do Brasil, especialmente para esta mostra: da ausência à persistência; do medo à ilusão; do mar à invasão.

Para o canhão mais antigo do museu, datado do século XVI e pelo qual os historiadores têm um grande apreço, a artista criou o cheiro “Afeto”, com uma fragrância agradável, com notas adocicadas, que lembram momentos familiares e de infância. Para os canhões que participaram de guerras, o cheiro “medo”, que traz um odor salgado, de transpiração e urina. Para falar sobre questões ambientais, alguns canhões ganharam o cheiro “Oceano”, que traz a brisa do mar, e “Mata”, com cheiro de terra molhada, e assim por diante.

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